Detido administrador de insolvência do Ateneu de Lisboa por suspeitas de corrupção

A Polícia Judiciária realizou hoje uma operação para investigar um esquema que lesou em milhões de euros a associação cultural Ateneu, em Lisboa, tendo detido o administrador de insolvência e constituiu quatro arguidos.

© Facebook da PJ

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) avança que, no âmbito do processo de insolvência do Ateneu, foram realizadas hoje quatro buscas domiciliárias e duas buscas em escritório de advogados, na zona da Grande Lisboa.

A operação policial “Quid Pro Quo”, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, culminou com a constituição de quatro arguidos e a detenção do administrador de insolvência por fortes suspeitas dos crimes agravados de corrupção ativa e passiva, branqueamento e falsificação de documento.

No comunicado, a PJ não refere que se trata do processo de insolvência do Ateneu Comercial de Lisboa, mas fonte policial confirmou à Lusa que tem a ver com aquela associação cultural.

“O detido, juntamente com quatro outros arguidos, dois deles advogados, delinearam um plano criminoso que lhes permitiu a apropriação de património no valor de mais de 10 milhões de euros, pertença de uma associação cultural centenária”, escreve a PJ.

Segundo aquela polícia, o `modus operandi` (modo de atuação) consistiu no pedido de insolvência do Ateneu, por dívidas que ascendiam a cerca de 500 mil euros, na sequente aprovação de um plano de insolvência que pressupunha a liquidação desse passivo por parte de um investidor, e na obtenção da propriedade de três imóveis, pertença da associação cultural, avaliados em 10 milhões de euros.

“Em momento ulterior, e com vista à implementação de um projeto imobiliário, o investidor alienou os referidos imóveis a uma sociedade terceira, pelo valor de 8,75 milhões de euros”, salienta.

Após a alienação dos imóveis, de acordo com a PJ, o investidor dividiu com o seu advogado e com o administrador de insolvência um valor superior a 2,8 milhões de euros, através da filha deste, mediante a celebração de falsos contratos de mútuo gratuito.

“Com os ganhos da atividade ilícita foram adquiridos quatro imóveis, tendo a PJ procedido à sua apreensão, bem como à apreensão de saldos bancários no valor de 1 milhão de euros”, sublinha.

Três dos arguidos exercem, atualmente, cargos de direção no Ateneu Comercial de Lisboa.

O detido será presente, na quarta-feira, à autoridade judiciária para aplicação das medidas de coação.

O Ateneu Comercial de Lisboa entrou em insolvência em 2012, após ter sido arrendado com propósitos de exploração da associação a que o edifício está associado.

Últimas do País

A PSP recolheu este ano, em dois meses, 265 armas de fogo e quase seis mil munições e cartuchos, mais do que nas operações realizadas nos dois últimos anos, avançou hoje esta polícia.
A GNR anunciou hoje que dois homens de 23 e 55 anos, de Vila do Conde, foram constituídos arguidos pelo crime de contrafação de marcas conhecidas, tendo apreendido artigos avaliados em cerca de 40 mil euros.
Noite entre amigos terminou em tragédia. Uma pistola de calibre 6,35 milímetros terá disparado acidentalmente enquanto era manuseada dentro de um café. Jovem foi atingido na cabeça e luta pela vida nos Cuidados Intensivos do Hospital de Braga.
Quase 1500 processos chegaram à PSP e à GNR em apenas seis meses, mas as autoridades admitem que o instinto dos pais de protegerem os filhos pode estar a esconder uma realidade muito maior.
Registos foram reorganizados e quase 170 mil inscritos ficaram fora do universo elegível. Ainda assim, mais de 1,36 milhões de utentes que cumprem os critérios continuam à espera de um médico.
Pontos que não aparecem, ofertas que falham e problemas com campanhas estão entre as principais razões de queixa. Setor soma praticamente tantas reclamações em oito meses como em todo o ano passado.
O tempo de espera para primeira observação de doentes urgentes no Hospital Amadora-Sintra era, na manhã de hoje, de quase 11 horas, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Funcionário estranhou ver o saco abandonado durante vários dias nas imediações de uma unidade hospitalar, em Alvalade, e decidiu entregá-lo à PSP. Lá dentro estavam milhares de euros, droga, certificados de aforro avaliados em 16 mil euros e dois telemóveis.
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) denunciou hoje que persistem “2.650 horários em oferta de escola que cobrem a mais de 50 mil horas” por preencher, a poucos dias do início do ano letivo.
A doença de Newcastle foi já confirmada em aves selvagens em quatro ilhas nos Açores, revelou hoje o diretor regional da Agricultura, Veterinária e Alimentação, acrescentando que até ao momento não foi detetada em aves de capoeira.