Presidente alemão pede aos cidadãos para votarem com consciência de que cada voto conta

O Presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pediu hoje aos cidadãos para comparecerem nas urnas nestas eleições gerais com a consciência de que cada voto conta.

© D.R.

“As eleições são a pedra angular da nossa democracia e sem eleições livres, iguais e secretas não há democracia. É por isso que vos peço que façam uso do vosso direito de voto, que vão votar, que contribuam para decidir o futuro do nosso país e que votem com a consciência de que o vosso voto pode ser decisivo”, afirmou o Presidente alemão aos jornalistas, depois de ter depositado o seu voto numa assembleia de voto em Berlim, pouco depois das 07:30 em Lisboa.

Steinmeier referiu-se também ao curto período de preparação destas eleições para o Bundestag, a câmara baixa do parlamento alemão, devido à sua dissolução antecipada, “pelo que foi um esforço enorme”, acrescentou.

Steinmeier, que se dirigiu à sua secção de voto na escola Erich Kästner, na capital, acompanhado pela sua mulher, Elke Büdenbender, agradeceu à chefe da comissão eleitoral, Ruth Brand, e aos responsáveis eleitorais dos Estados federados e respetivos funcionários, bem como aos 675.000 voluntários, “sem os quais estas eleições não poderiam ter lugar”, afirmou.

Por seu lado, Ruth Brand agradeceu também aos muitos voluntários no terreno “que hoje estão a fazer um trabalho árduo e de qualidade”, bem como aos muitos funcionários, especialmente nos municípios, que tornaram possível “preparar tão bem as eleições”.

“Desejo a todos nós um processo eleitoral tranquilo”, disse, acrescentando: “Penso que as eleições de hoje vão correr bem e desejo a todos nós um ótimo dia de eleições”.

As assembleias de voto abriram às 07:00 TMG, mesma hora em Lisboa, para cerca de 59,2 milhões de alemães com direito de voto, incluindo 2,3 milhões de jovens que podem votar pela primeira vez.

O eleitorado escolherá os 630 deputados do Bundestag de um total de 4.506 candidatos de 29 partidos.

O bloco conservador da União Democrata-Cristã (CDU) e do seu partido irmão bávaro, a União Social Cristã (CSU), com Friedrich Merz como candidato a chanceler, lidera as sondagens com cerca de 30% dos votos há meses.

Segue-se a Alternativa para a Alemanha (AfD), que com 21% mais do que duplicaria os seus resultados de 2021, os sociais-democratas do chanceler Olaf Scholz com 15%, os Verdes com 12,5%-13% e A Esquerda com 7% ou 7,5%, sendo que a questão é saber se os liberais e a aliança populista de esquerda Sahra Wagenknecht (BSW) conseguirão ultrapassar a barreira dos 5% para aceder ao Bundestag.

Últimas do Mundo

Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa AliExpress em 550 milhões de euros por falhas na avaliação e redução do risco de venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico.
Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Os incêndios em França, incluindo na histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, levaram à detenção de 30 adultos e 29 menores, informou o ministro do Interior.
Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.
Oito mulheres foram mortas desde o início de 2026. Em sete dos homicídios existe um suspeito identificado e, em seis deles, o alegado autor é um cidadão estrangeiro, segundo dados da Women’s Aid.