Zelensky pede aos países europeus apoio ao plano franco-britânico

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje aos países europeus para apoiarem o Reino Unido e a França no sentido de serem alcançadas garantias de segurança antes do início das eventuais conversações de paz com a Rússia.

© Facebook de Volodymyr Zelensky

As declarações de Zelensky ocorrem depois de o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, terem anunciado que vão elaborar um plano com Kiev que inclui garantias de segurança específicas para a Ucrânia.

O plano vai ser depois comunicado ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

“Estamos todos unidos num ponto principal: a paz real exige garantias de segurança reais. E esta é a posição de toda a Europa, de todo o continente. O Reino Unido, a União Europeia, a Noruega e a Turquia”, disse Zelensky num discurso à nação transmitido hoje pelos meios de comunicação ucranianos.

Trata-se do primeiro discurso após a cimeira em Londres, no domingo, em que participaram os principais líderes europeus.

Zelensky afirmou que os contactos com os parceiros europeus vão continuar nos próximos dias para que sejam estabelecidas posições comuns que vão ser depois apresentadas aos Estados Unidos.

“Uma paz sólida e duradoura e um acordo correto para acabar com a guerra são a nossa prioridade comum”, declarou o Presidente ucraniano.

Com esta iniciativa conjunta, Kiev e os parceiros europeus esperam que os Estados Unidos acedam à exigência de Zelensky de delinear, antes do início das negociações formais, um mecanismo que obrigue a Rússia a cumprir qualquer acordo de paz que venha a ser assinado.

A insistência de Zelensky nesta questão – que Trump defende que seja abordada numa fase posterior das negociações – foi um dos motivos que desencadeou o confronto verbal entre os dois líderes em Washington na sexta-feira passada.

Zelensky abandonou o encontro com o Presidente norte-americano na Casa Branca sem assinar o acordo económico que os Estados Unidos tinham proposto.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, afirmou hoje que “a linha da frente está constantemente a aproximar-se”.

“Nunca o risco de guerra no continente europeu, na União Europeia, foi tão elevado, porque há quase 15 anos que a ameaça está cada vez mais próxima de nós, a linha da frente está cada vez mais próxima de nós”, disse Barrot à rádio France Inter.

Referindo-se aos contactos que decorreram em Londres durante o fim de semana, o chefe da diplomacia francesa disse que os países europeus estão conscientes da situação.

Últimas do Mundo

O número de mortes aumentou quase 30% em França e 62% só na região de Paris durante a semana de 22 de junho, o pico da onda de calor que assolou o país, anunciou hoje a agência Santé publique France.
O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 79, havendo ainda 64 desaparecidos, segundo o mais recente balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
A sede da Federação Alemã de Futebol (DFB), em Frankfurt, foi hoje alvo de buscas por parte da polícia relacionadas com suspeitas de corrupção na organização do Euro2024, confirmou o organismo à agência France-Presse (AFP).
As sucessivas ondas de calor que atingem a Europa estão a reacender o debate sobre o uso do ar condicionado, num momento em que vários responsáveis políticos e especialistas defendem soluções que reduzam a dependência destes equipamentos devido ao seu "impacto ambiental".
Pelo menos 1.028 mortes relacionadas com o calor foram registadas em Espanha em junho, segundo dados publicados hoje pelo Instituto de Saúde Carlos III, em Madrid.
A Alemanha deteve hoje um cidadão romeno acusado de tentar fundar uma organização terrorista de extrema-direita para provocar o colapso do Estado e contribuir para a criação de um regime nacional-socialista, anunciou o Ministério Público Federal.
Uma operação conjunta da Polícia Judiciária (PJ) e da Guarda Civil espanhola desmantelou uma rede que se dedicava ao tráfico de pessoas, fez cinco detidos e resgatou dois homens cativos há décadas, anunciaram hoje as autoridades portuguesas.
Pelo menos cinco pessoas morreram hoje num tiroteio na cidade de Stade, no norte da Alemanha, e um suspeito foi detido, segundo os meios de comunicação locais.
O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis ​​na Venezuela devido aos sismos de quarta-feira cifra-se em 89, 52 homens e 37 mulheres, segundo o último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O autor do ataque com carro a um mercado de Natal na cidade alemã de Magdeburgo que em dezembro de 2024 fez seis mortos e cerca de 330 feridos, foi hoje condenado a prisão perpétua.