Custos de construção de habitação sobem 3,1% em janeiro

Os custos de construção de habitação nova aumentaram 3,1% em janeiro face ao mesmo mês de 2024, sobretudo impulsionados pelo preço da mão de obra, que subiu 6,9%, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© D.R.

Já o preço dos materiais registou uma subida homóloga de 0,2% em janeiro.

Em dezembro de 2024, o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) tinha registado uma variação homóloga de 4,2%, com o preço dos materiais a subir 0,6% e o da mão de obra 8,7%.

De acordo com o INE, em janeiro, o custo da mão de obra contribuiu com 3,0 pontos percentuais (3,9 pontos percentuais no mês anterior) para a formação da taxa de variação homóloga do ICCHN e os materiais com 0,1 pontos percentuais (0,3 pontos percentuais em dezembro).

Entre os materiais que mais influenciaram positivamente a variação agregada do preço estão os betumes e o betão pronto, com subidas próximas dos 10%.

Em sentido oposto, destacaram-se as madeiras e derivados de madeira, os vidros e espelhos e os artigos sanitários, que observaram uma descida acima de 10%, e as tubagens de aço, de ferro fundido e aparelhos para canalizações e a chapa de aço macio e galvanizada, com reduções de cerca de 10%.

Quanto à taxa de variação em cadeia (relativamente a dezembro de 2024) do ICCHN, foi de 0,8% em janeiro, 0,7 pontos percentuais acima do registado no mês anterior, com o custo dos materiais a aumentar 0,6% e o da mão de obra 1,0%.

A mão de obra contribuiu com 0,5 pontos percentuais para a formação da taxa de variação mensal do ICCHN e os materiais com 0,3 pontos percentuais (0,1 pontos percentuais e 0,0 pontos percentuais em dezembro).

Últimas de Economia

O fisco exigiu às concessionárias de barragens 62 milhões de euros de IMI, mas o Estado só arrecadou 3% do valor, porque as restantes liquidações estão a ser contestadas em tribunal, afirmou hoje a diretora da instituição.
A taxa de juro média anual implícita nos contratos de crédito à habitação foi de 3,414% em 2025, contra 4,372% no ano anterior, tendo a prestação média anual diminuído oito euros (2,0%) para 396 euros, anunciou hoje o INE.
A bolsa de Lisboa esteve entre as que mais perderam hoje, com uma queda de 1,14% para 8.463,77 pontos, tendo a Mota-Engil recuado quase 5%, acompanhando a tendência das principais praças europeias.
A CMVM alertou hoje que as entidades IQCapitalInvest e Roctec Futures Limited não estão autorizadas a exercer a atividade de intermediação financeira em Portugal.
A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com 14 dos 16 títulos do PSI a descerem, liderados pelos da EDP Renováveis, que caíam 2,07% para 12,80 euros.
Portugal foi em 2024 o quinto país da União Europeia com maiores receitas geradas por turistas estrangeiros, no valor de 28.000 milhões de euros, surgindo Espanha na liderança com 98.000 milhões, seguida por França, Itália e Alemanha.
A taxa de inflação homóloga da zona euro foi de 1,9% em dezembro de 2025, divulgou hoje o Eurostat, revendo em ligeira baixa a estimativa anterior (2,0%) e apontando uma taxa de 2,3% na União Europeia (UE).
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia da zona euro vai crescer 1,3% em 2026 e em 1,4% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta a previsão de crescimento da economia mundial para 3,3% este ano, segundo o relatório divulgado hoje.
O ministro das Infraestruturas deu hoje como concluídas as obras da linha ferroviária entre Évora e a fronteira com Espanha, mas revelou que os comboios só vão circular no final do ano ou início de 2027.