Dono da empresa da sondagem que mete o CHEGA a descer tem ligações ao PSD

A mais recente sondagem da Pitagórica que revela uma queda nas intenções de voto no CHEGA, tem escondida uma particularidade: o dono da empresa, Alexandre Picoto, tem ligações estreitas ao PSD e participou ativamente em vários eventos do partido.

© PSD

Alexandre Picoto, administrador da empresa de sondagens ‘Pitagórica’ – Investigação e Estudos de Mercado SA, esteve presente na Universidade de Verão da Juventude Social-Democrata (JSD) em agosto de 2024, onde integrou um workshop sobre “Sondagens e Estudos de Opinião”, sendo que já havia participado nesta Universidade de Verão em 2023.

Em 2019, o blogue ‘Ultraperiferias’ descreveu-o como um “militante ativo” do PSD, referindo a sua proximidade a figuras influentes do partido, como Miguel Pinto Luz.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) também apontou as suas ligações ao PSD numa deliberação de 2013, a propósito da divulgação de uma sondagem pelo Jornal das Caldas, em fevereiro desse ano.

“Numa rápida pesquisa no Google, verifica-se que o empresário está ligado ao PSD e foi um apoiante de Passos Coelho”, lê-se na deliberação da ERC.

Além disso, Alexandre Picoto é sócio da empresa Think Comunicação, LDA, juntamente com Júlio César Torres Pisa, segundo o registo comercial desta empresa, que detalha a sua constituição, estrutura societária, sócios, capital social e gerência.

Júlio Pisa foi nomeado “técnico especialista do Gabinete do Primeiro-Ministro”, conforme consta em despacho publicado em Diário da República.

Estas ligações de Alexandre Picoto ao PSD, partido do Governo de Luís Montenegro, e em particular ao Gabinete do Primeiro-Ministro, levantam sérias dúvidas sobre a imparcialidade e credibilidade da sondagem.

Últimas do País

A Polícia Marítima apreendeu, nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 100 mil litros de combustível no combate ao tráfico de droga, mais 45% do que em todo o ano de 2025, indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Um homem de 87 anos morreu depois de permanecer quase 12 horas nas urgências do Hospital de Portimão, onde deu entrada com fortes dores abdominais e vómitos. O utente só terá sido chamado para a primeira observação médica durante a madrugada, acabando por ser encontrado inconsciente pouco depois. As tentativas de reanimação não tiveram sucesso.
Um homem de 76 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na quarta-feira, em flagrante delito, pela autoria de um incêndio florestal em Guilhafonso, na Guarda. A PJ esclareceu que o homem pretendia limpar os seus terrenos, ateando o fogo em dois locais distintos, sem autorização, e acabou por perder o controlo do incêndio, colocando em risco zonas de povoamento vegetal e habitações.
Quatro rapazes, com apenas 9 e 10 anos, terão sido vítimas de abusos sexuais cometidos por um pedófilo de 36 anos. Foram os pais de uma quinta criança que impediram uma nova agressão e deram o alerta às autoridades. O suspeito acabou detido e está em prisão preventiva.
A Polícia Judiciária fez hoje buscas na Câmara de Matosinhos (PS) no âmbito de um inquérito em curso relativamente a serviços de assessoria de imprensa, confirmou esta autarquia.
Um incêndio que ocorreu hoje de manhã num prédio de três andares no centro de Aveiro deixou seis moradores temporariamente desalojados e causou um ferido ligeiro, disse a comandante dos bombeiros locais.
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo queixa-se do que considera ser a “degradação do serviço ferroviário” na região e tem uma concentração marcada para sexta-feira, em Évora, para exigir ao Governo melhores condições.
Quatro suspeitos encapuzados terão entrado num prédio no Monte do Estoril e efetuado vários disparos, num alegado ajuste de contas. No local ficaram invólucros de munições e vestígios de sangue. O grupo fugiu em duas viaturas, tendo uma delas sido localizada pela polícia em Alcabideche.
Ficha de avaliação identifica expressamente “PARTIDÁRIOS” como motivo para a não seleção de um candidato que, segundo a denúncia, é militante do CHEGA.
Três trabalhadores de assistência em terra do Aeroporto Humberto Delgado integravam alegadamente uma rede internacional de tráfico de droga que utilizava Lisboa como porta de entrada de cocaína na Europa. A Polícia Judiciária intercetou 117 quilos de droga provenientes do Brasil e deteve quatro suspeitos, todos colocados em prisão preventiva.