Chefe de gabinete de vereadora do PSD acompanha vistoria às obras de Montenegro

Henrique Galado, chefe de gabinete da vereadora do PSD, marcou presença numa vistoria às obras em curso na residência do primeiro-ministro, Luís Montenegro, situada na Travessa do Possolo, em Lisboa. O imóvel está a ser alvo de intervenção para a fusão de dois apartamentos num duplex, num caso que tem suscitado controvérsia, especialmente no que concerne à necessidade de comunicação das obras à autarquia.

© Facebook de Luís Montenegro

Em resposta às notícias veiculadas pelo Correio da Manhã, o gabinete do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, garantiu que a vistoria foi conduzida pelos serviços de urbanismo competentes e considerada adequada. A autarquia reforçou que os serviços municipais têm autoridade para fiscalizar qualquer obra na cidade em qualquer momento, e que o processo referente às obras na casa do primeiro-ministro decorre dentro da normalidade.

“O primeiro-ministro de Portugal é tratado como qualquer outro cidadão lisboeta. A Câmara fez aquilo que tinha a fazer. O cidadão, neste caso primeiro-ministro, também fez o que tinha a fazer e, portanto, não tenho nada a acrescentar”, afirmou Carlos Moedas à agência Lusa.

Henrique Galado, que integra o gabinete da vereadora desde 2021, optou por não esclarecer o seu papel na vistoria, remetendo qualquer declaração oficial para a Câmara de Lisboa.

O caso das obras na casa do primeiro-ministro soma-se a outra polémica envolvendo uma imobiliária da sua família, que continua a prestar serviços e a manter contratos ativos. A situação reacende o debate sobre a obrigatoriedade de comunicação das obras à Câmara Municipal, uma exigência que apenas foi cumprida após a divulgação da notícia na imprensa.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA defendeu hoje que o Governo deve "rasgar e começar novamente" as propostas de alteração à lei do trabalho e procurar no parlamento o consenso para esta reforma, manifestando disponibilidade para negociar.
O CHEGA regista 25,8% das intenções de voto no mais recente Barómetro DN/Aximage, consolidando-se como uma das principais forças políticas do país. O estudo indica ainda que André Ventura é apontado por mais de metade dos inquiridos como a principal figura da oposição.
O Ministério Público acusou Diamantino Oliveira Lopes, eleito pelo PS para a Junta de Freguesia de Moreira do Rei e Várzea Cova, no concelho de Fafe, distrito de Braga, no mandato autárquico de 2017 a 2021, dos crimes de prevaricação e falsificação de documento, num procedimento de loteamento alegadamente destinado a beneficiar o próprio filho.
O líder do CHEGA saudou hoje o compromisso do Presidente da República de não dissolver o parlamento em caso de chumbo do Orçamento do Estado, mas avisou que esta posição "tem limites" e pode "esbarrar na realidade parlamentar".
O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.