CP aumenta oferta na Linha de Cascais nas horas de ponta a partir de hoje

A CP reajusta, a partir deste domingo, a oferta de comboios nas horas de ponta na Linha de Cascais, com o objetivo de responder a "constrangimentos existentes", passando a cadência de composições para 15 minutos.

©D.R.

Numa nota, a CP — Comboios de Portugal informou que a cadência de composições na linha que liga Lisboa e Cascais “nas horas de ponta passará a ser de 15 minutos, sendo realizados oito comboios por hora, quatro por sentido”.

A empresa justificou que desde a reposição do horário na ligação ferroviária, em dezembro passado, se constatam “dificuldades no cumprimento da expectativa de qualidade do serviço criada junto do cliente” e, nesse sentido, “em articulação com a IP [Infraestruturas de Portugal], reformulou os parâmetros da oferta comercial de modo a atender aos constrangimentos existentes”.

A alteração tem “caráter temporário” e “deverá vigorar até ao final do primeiro semestre do ano”, com o objetivo de “mitigar o impacto causado pelas obras de modernização da linha”, a cargo da IP, e “pelas obras da Linha Circular, no Cais do Sodré, da responsabilidade do Metropolitano de Lisboa”.

A solução, considerou a CP, vai “melhorar a pontualidade dos comboios e a confiança do cliente no serviço prestado, já que serão minimizados os atrasos e melhorados os índices de fiabilidade”, além de estabilizar as linhas de embarque e desembarque no Cais do Sodré e melhorar a informação ao cliente.

Para a empresa ferroviária, o novo modelo de oferta “possibilita uma melhor gestão operacional dos meios” e “será capaz de acomodar a procura em todas as faixas horárias”.

Últimas de Economia

As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.
A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.
A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 3,2% em agosto, face aos 2% registados no mesmo mês de 2025, enquanto na União Europeia (UE) passou de 2,4% para 3,2%, ficando Portugal acima da média.