Homem suspeito de 16 burlas a idosos com peças de ouro em Coimbra

Um homem de 41 anos vai começar a ser julgado na quinta-feira por suspeita de ter praticado 16 crimes de burla a idosos em várias localidades do distrito de Coimbra, com o propósito de lhes tirar peças em ouro.

© D.R.

O homem, que está a cumprir outra pena de prisão, é acusado pelo Ministério Público de ter desenvolvido um plano para burlar pessoas idosas em várias aldeias do distrito de Coimbra, entre janeiro de 2020 e junho de 2021.

É suspeito de 16 crimes, cinco dos quais acompanhado de outra pessoa que não foi identificada no processo.

Segundo a acusação a que a agência Lusa teve acesso, o arguido, natural do Alentejo, teria como plano abordar as vítimas na via pública, sobretudo quando se encontravam sozinhas, e convencia-as de que era familiar destas ou conhecido de amigos ou de familiares das pessoas burladas.

Para tentar convencer as vítimas e ter mais credibilidade na abordagem, informava-se previamente dos nomes de amigos e familiares das vítimas, afirmou o Ministério Público (MP).

De acordo com o processo, o homem afirmava que tinha aberto uma ourivesaria e pedia às vítimas que lhe entregassem artigos em ouro, alegando que apenas queria fotografar as peças ou fazer cópias das mesmas.

Alegadamente, o arguido oferecia ainda caixas ou pequenos sacos às vítimas, com peças de bijuteria sem valor comercial e imitações de artigos em ouro, supostamente representativas das peças que venderia na sua ourivesaria.

Posteriormente, o homem abandonava o local na posse dos artigos entregues pelas vítimas, com o MP a indicar que o arguido ter-se-á apropriado de objetos em ouro no valor global de cerca de 20 mil euros.

As vítimas tinham entre 68 e 80 anos, e eram de localidades dos concelhos de Cantanhede, Soure, Figueira da Foz, Coimbra e Montemor-o-Velho.

Num dos casos alegou ser um sobrinho emigrado da vítima, noutro fez-se passar por um médico, tendo sempre referências de familiares e amigos próximos da vítima, os seus nomes e onde moravam.

O Ministério Público dá nota de que o arguido já tinha sido condenado a seis anos e seis meses de prisão em 2019 pela prática de seis crimes de burla.

Os crimes de que é agora acusado ocorreram após a condenação, quando o arguido se encontrava foragido.

O julgamento começa na quinta-feira, no Tribunal de Coimbra, às 9h30.

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