Detido em Cascais luso-israelita procurado nos EUA por suborno em eleições nas Filipinas

A Polícia Judiciária (PJ) deteve em Cascais um cidadão luso-israelita procurado nos Estados Unidos suspeito de subornar com um milhão de dólares o presidente da Comissão de Eleições das Filipinas em troca de contratos para fornecer máquinas de voto.

© Facebook da PJ

Segundo o comunicado hoje divulgado pela PJ, a Unidade de Informação Criminal “localizou e deteve, na zona de Cascais, um homem procurado pelas autoridades judiciárias dos Estados Unidos da América, suspeito da prática de crimes de corrupção ativa e branqueamento de capitais”.

Em causa estão factos ocorridos entre maio de 2015 e, “pelo menos”, fevereiro de 2018, intervalo entre o qual o suspeito, um cidadão de 45 anos com dupla nacionalidade, portuguesa e israelita, “terá participado num esquema de branqueamento de capitais que envolveu, pelo menos, um milhão de dólares em pagamentos de suborno efetuados ao presidente da Comissão de Eleições das Filipinas”.

“Em troca dos pagamentos efetuados, ter-lhe-ão sido adjudicados três contratos, com um valor total aproximado de mais de 182 milhões de dólares americanos, a uma empresa fornecedora de máquinas de votação e serviços eleitorais sediada no Reino Unido e uma outra empresa sediada no sul da Florida”, explicou a PJ.

Ainda de acordo com as explicações desta polícia, “os subornos foram pagos para obter e manter negócios relacionados com o fornecimento de máquinas de voto e serviços eleitorais para as eleições filipinas de 2016, e para assegurar os pagamentos relativos aos contratos, incluindo o pagamento do imposto sobre o valor acrescentado”.

O detido vai ser presente ao Tribunal da Relação de Lisboa, para aplicação de medidas de coação, e pelos crimes de que é suspeito pode vir a ser condenado a uma pena de 20 anos de prisão.

Últimas do País

Os autores do novo relatório sobre os ambientes de trabalho em Portugal avisam que a análise feita pode esconder uma "adaptação silenciosa" a níveis elevados de 'stress' e exaustão dos trabalhadores.
A PSP deteve nos primeiros quatro meses deste ano 1.356 condutores por falta de carta de condução, uma média de 11 por dia, na sequência de 7.027 operações de prevenção e fiscalização rodoviárias, foi agora divulgado.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou nos últimos cinco anos 4.804 mães e pais vítimas de violência por parte dos filhos, a maioria por violência doméstica, segundo dados divulgados hoje por aquela instituição.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) apreendeu na quinta-feira cerca de quatro toneladas de haxixe (resina de canábis) e três embarques junto à ilha algarvia Deserta, na ria Formosa, distrito de Faro.
O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) alertou hoje o parlamento para uma “nova tipologia de reclusos” nas prisões, relacionada com grupos organizados de tráfico de droga, que pode vir a colocar problemas de segurança.
A operação 'Torre de Controlo II', que investiga suspeitas de corrupção em concursos públicos para combate aos incêndios, envolvendo o cunhado do ministro Leitão Amaro, resultou hoje em quatro arguidos, três pessoas e uma empresa, adiantou o Ministério Público.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira liderada pelos socialistas aprovou, na última reunião do executivo, o novo regulamento que prevê a introdução do estacionamento pago nas cidades da Póvoa de Santa Iria e de Alverca do Ribatejo.
A mulher que tentou matar o marido em Matosinhos, distrito do Porto, desferindo 12 facadas, vai mesmo cumprir a pena de cinco anos e meio de prisão, depois de perder o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do CHEGA afirma que forças de segurança vivem sem dignidade, com salários baixos, medo de agir e falta de apoio do Estado.
O CHEGA exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre falhas de segurança nos tribunais da Comarca de Portalegre, após a "gravidade dos factos" que ocorreram no Tribunal de Ponte de Sor com a fuga de arguido detido.