Portugal com maior subida na taxa de poupança das famílias no 4.º trimestre na UE

A taxa de poupança das famílias fixou-se, no quarto trimestre de 2024, nos 15,2% na zona euro e nos 14,5% na União Europeia (UE), com Portugal a registar o maior crescimento trimestral (2,1 pontos percentuais), divulga hoje o Eurostat.

© D.R.

Nos países da área do euro, a taxa de poupança das famílias avançou face aos 14,8% do período homólogo e recuou uns ligeiros 0,1 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o terceiro trimestre de 2024.

Na UE, de acordo com o serviço estatístico europeu, os 14,5% de taxa de poupança das famílias representam uma subida homóloga (13,7% no quarto trimestre de 2023) e também na comparação com o período anterior.

Entre os Estados-membros para os quais há dados disponíveis, Portugal apresentou, entre outubro e dezembro de 2024, a maior subida em cadeia do indicador (2,1 p.p.), seguido pela Finlândia (1,5%) e a Dinamarca (1,0%).

A República Checa (-0,9 p.p.), a Hungria (-0,8 p.p.) e a Itália (-0,7 p.p.) apresentaram os principais recuos.

No que respeita à taxa de investimento das famílias, na zona euro abrandou para os 9,1%, quer face aos 9,6% do período homólogo, quer relativamente aos 9,2% do terceiro trimestre de 2024.

Na UE, a taxa de investimento das famílias fixou-se, nos últimos três meses de 2024, nos 8,8%, estável na comparação trimestral mas recuando face aos 9,3% homólogos.

A Grécia e a Espanha registaram os únicos aumentos trimestrais, de 0,2 p.p., enquanto as maiores descidas foram observadas na Irlanda (-1,3 p.p.), na Hungria (-0,6 p.p.) e na Dinamarca (-0,4 p.p.).

Em Portugal, a taxa de investimento das famílias abrandou 0,1 pontos percentuais entre outubro e dezembro de 2024, face ao trimestre anterior.

O Eurostat não apresenta, para estes indicadores, comparações homólogas.

Últimas de Economia

As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.
A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.
A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 3,2% em agosto, face aos 2% registados no mesmo mês de 2025, enquanto na União Europeia (UE) passou de 2,4% para 3,2%, ficando Portugal acima da média.