LOJAS NO MARTIM MONIZ ESCONDEM IMIGRANTES

Uma investigação revelou a realidade de estabelecimentos comerciais no Martim Moniz que servem de fachada para outros negócios. André Ventura defende “mais força policial na rua” e fronteiras controladas.

©️ LUSA/MIGUEL A. LOPES

Uma investigação jornalística revelou que várias lojas situadas na zona do Martim Moniz, em Lisboa, estão a ser utilizadas como habitação improvisada por centenas de imigrantes oriundos de países como Bangladesh, Paquistão e Nepal. Atrás de montras que anunciam cortes de cabelo ou venda de bebidas, escondem-se colchões e camas onde estes imigrantes dormem e vivem em condições precárias.
A reportagem de Ana Leal, emitida em dois episódios pelo programa Repórter Sábado, no canal NOW, expõe a realidade de estabelecimentos comerciais aparentemente normais que funcionam, na verdade, como fachadas para outros negócios. Em muitos casos, os responsáveis por estas lojas pagam rendas extremamente elevadas, difíceis de justificar com os produtos que vendem, como artigos turísticos ou refeições rápidas.
“Tomaram conta de Lisboa e das lojas de ‘souvenirs’ usadas para explorar outros imigrantes. Pagam rendas milionárias que mais ninguém consegue suportar, mas quase não têm clientes”, ouve-se na reportagem, onde um destes imigrantes admite pagar 15 mil euros de renda mensal. O segundo episódio da investigação aponta ainda para indícios de exploração laboral e tráfico de seres humanos. Há relatos de imigrantes utilizados por redes
que lhes prometem ajuda na obtenção de títulos de residência, mantendo-os, no entanto, em situações de dependência e vulnerabilidade. Esta realidade expõe falhas no controlo das autoridades quanto às condições de vida dos imigrantes e ao verdadeiro funcionamento de muitos espaços comerciais no centro da capital portuguesa. André Ventura, presidente do partido CHEGA, tem vindo a alertar para este tipo de situações, embora frequentemente contestado por outros partidos e pelos meios de comunicação social tradicionais. Para o líder do CHEGA, Portugal tornou-se numa “porta de entrada” para a Europa. Numa visita à Rua do Benformoso, em dezembro de 2024, Ventura afirmou: “Se fosse pelo CHEGA, estaria cá polícia todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 00h às 24h.”
Durante essa visita, reiterou a sua posição de que os imigrantes em situação irregular devem regressar aos seus países de origem, afirmando: “Venho dizer a estes moradores que os que estão ilegais devem voltar para a sua terra.”
Acrescentou ainda que não tem nada contra a comunidade do Bangladesh, mas que coloca “os portugueses em primeiro lugar”.
Ventura tem também criticado os sucessivos governos do PS e do PSD por, na sua perspetiva, terem transformado Portugal numa “bandalheira total”,
alimentando o crescimento de bairros “sem regras e sem controlo”. Defendendo políticas migratórias mais restritivas, Ventura afirma ser necessário “mais força policial na rua” e o fi m da “entrada massiva de imigrantes islâmicos”, exigindo fronteiras mais controladas.

Últimas de Política Nacional

Apesar de ter ficado provado o arremesso de objetos, incluindo pedras e garrafas, e de um jornalista ter sido ferido, o Ministério Público concluiu que não existem indícios suficientes para levar a julgamento os manifestantes não identificados.
O Supremo Tribunal de Justiça anulou as medidas de coação agravadas aplicadas pela Relação de Lisboa no processo de corrupção da Madeira, considerando que os factos invocados não sustentavam qualquer limitação à liberdade dos arguidos. Pedro Calado e dois empresários regressam ao simples Termo de Identidade e Residência.
André Ventura defendeu que um Presidente da República não deve interferir em processos judiciais concretos e acusou os candidatos da esquerda de já terem “chegado a um acordo” político que escondem do eleitorado.
O Líder do CHEGA elogia o diagnóstico de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o país, mas deixa o alerta: “Portugal não precisa de análises, precisa de ação”.
O Presidente da Assembleia da República (PAR) criticou hoje o ambiente de “desconfiança permanente” sobre os políticos e, a propósito das presidenciais, reservou um eventual processo de revisão constitucional para o órgão competente: o Parlamento, cujos trabalhos dirige.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, devolveu ao Governo três decretos-lei aprovados em outubro sobre as novas regras da contratação de médicos tarefeiros, urgências regionais e sistema de gestão de listas de espera.
O candidato presidencial André Ventura considerou hoje “um bom indício” ter havido um esclarecimento por parte do Ministério Público relativamente ao inquérito que envolve Gouveia e Melo e frisou que é importante saber qual a sua conclusão.
Antes de integrar o atual Governo, André Marques criou um perfil falso nas redes sociais para atacar adversários numa eleição para a Ordem dos Contabilistas Certificados. O Ministério Público evitou o julgamento com uma suspensão provisória.
Alexandra Leitão, ex-cabeça de lista do PS à Câmara de Lisboa e atual vereadora da oposição, contratou como assessora a mulher de Pedro Nuno Santos por uma avença mensal de €3.950 mais IVA, num acordo que pode atingir quase €95 mil em dois anos.
A mais recente sondagem da Pitagórica mostra o partido liderado por André Ventura a disparar para os 22,6%, com a maior subida do mês de dezembro, enquanto a AD perde terreno e o PS estagna.