Viticultores bloqueiam ponte da Régua para alertar para a crise no Douro

Os viticultores deixaram esta quarta-feira carrinhas e tratores numa das principais entradas da Régua, e pelas 07:50 foram a pé bloquear a ponte rodoviária que dá acesso à cidade numa manifestação para chamar a atenção para a crise no Douro.

© PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

No local, a Lusa observou que as viaturas foram deixadas pela avenida Diocese de Vila Real que desce até à rotunda conhecida como dos armazéns do Corgo e os manifestantes juntaram-se em cima do tabuleiro da ponte ao som da música “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso e do hino nacional.

O objetivo era fazerem uma marcha lenta pela cidade do distrito de Vila Real, mas como a GNR não os deixou entrar, começaram por deixar alguns tratores e carrinhas em Godim, junto à rotunda dos quatro caminhos, de onde um grupo seguiu a pé para se juntar a outros produtores que estavam na entrada do lado aposto da Régua.

Viticultores estão a manifestar-se esta manhã, no Peso da Régua, para alertar para a crise que afeta a Região Demarcada do Douro.

“Não há quem nos compre as uvas. Nós não temos nada, estamos sem apoios nenhuns e já não se consegue viver”, disse Paulo Guedes à Lusa.

Os manifestantes queriam fazer uma marcha lenta pela cidade, mas a GNR bloqueou a passagem e por isso, estavam, pelas 06:30, a juntar-se em diferentes entradas da cidade.

“Não nos estão a deixar passar”, salientou Paulo Guedes, junto à rotunda dos Quatro Caminhos, em Godim, Peso da Régua, que frisou que os viticultores querem chamar a atenção para os seus problemas.

À mesma hora, a circulação na rua Camilo de Araújo Correia estava já cortada.

O produtor falava em Godim e explicou que os produtores chegaram esta manhã à Régua, no distrito de Vila Real, provenientes de várias localidades do Douro, desde Moura Morta, Oliveira, Sedielos, Vila Marim.

Do outro lado da cidade, outros agricultores vieram de outros concelhos como São João da Pesqueira.

“Não ao arranque da vinha” ou “não deixem o Douro ir a monte” são algumas das mensagens que escreveram em tarjas que levam nas carrinhas ou tratores.

Sílvia Mimoso, é de Godim, e veio manifestar-se porque estão a cortar no benefício, a quantidade de mosto que cada produtor pode destinar à produção de vinho do Porto.

“Queremos nos manifestar para não nos fazerem os cortes. Neste momento não temos forma de sustentar as vinhas”, salientou esta agricultora.

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