Meta adiciona controlos parentais para interações entre IA e adolescentes

A Meta anunciou esta sexta-feira que está a adicionar controlos parentais para as interações entre crianças e os chatbots de inteligência artificial (IA), incluindo a capacidade de desativar parcialmente os modelos de IA a partir do início do próximo ano.

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A Meta anunciou esta sexta-feira que está a adicionar controlos parentais para as interações entre crianças e os chatbots de inteligência artificial (IA), incluindo a capacidade de desativar parcialmente os modelos de IA a partir do início do próximo ano.

A empresa, detentora do Facebook, Instagram e WhatsApp, informou que a nova atualização não permite aos pais desativar totalmente o assistente de IA da Meta, que “continuará disponível para oferecer informações úteis e oportunidades educacionais, com proteções padrão adequadas à idade para ajudar a manter os adolescentes seguros”.

Neste sentido, os pais poderão desativar apenas alguns aspetos e funcionalidades específicas dos chatbots, sendo que poderão obter “informações” sobre o que os filhos estão a conversar com as ferramentas, embora não tenham acesso completo ao histórico de conversa.

As mudanças ocorrem num momento em que a gigante das redes sociais enfrenta críticas sobre os danos causados nas crianças pelas plataformas digitais, ao mesmo tempo que os chatbots de IA também estão a ser alvo de escrutínio pelas interações com crianças.

Mais de 70% dos adolescentes já utilizaram modelos de IA e metade deles utiliza regularmente, de acordo com um estudo recente da Common Sense Media, uma organização sem fins lucrativos que estuda e defende o uso sensato das tecnologias.

Na terça-feira, a tecnológica também informou que reforçou a segurança nas contas Instagram de adolescentes, para filtrar mais conteúdos relacionados com tendências virais consideradas potencialmente nocivas.

A ‘gigante’ da tecnologia disse que também irá ocultar “qualquer publicação que contenha linguagem grosseira e certos desafios considerados arriscados”, bem como conteúdos que possam incitar a “comportamentos potencialmente nocivos”, segundo um comunicado da empresa citado pela agência France Presse (AFP).

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