Presidenciais: André Ventura quer votos para ser “mão firme que o país precisa”

O candidato presidencial André Ventura, também líder do CHEGA, disse hoje estar confiante que vai vencer as eleições à primeira volta e afirmou ser “a mão firme que o país precisa”.

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“Estou confiante que vou vencer as eleições presidenciais à primeira volta e estou convencido que, aqui na Região Autónoma da Madeira, vou vencer também as eleições presidenciais à primeira volta”, afirmou.

André Ventura falava aos jornalistas no concelho de São Vicente, no norte da ilha da Madeira, onde hoje assistiu à tomada de posse do novo executivo municipal, liderado pelo Chega, que venceu as eleições autárquicas de 12 de outubro com maioria absoluta, derrotando a coligação PSD/CDS-PP que governava o município.

“Quero mesmo vencer a Região Autónoma da Madeira”, disse, sublinhado que o arquipélago tem dado “grandes resultados” ao partido e, por isso, voltara à ilha no decurso da campanha eleitoral.

André Ventura argumentou que que ao dizer que Portugal precisa de “três Salazares”, expressão usada na sexta-feira numa entrevista à SIC, pretendia realçar que é necessário uma mão firme para pôr o país na ordem.

“O que eu quis dizer foi que o país precisa de ser posto na ordem e o país precisa de mão firme para ser posto na ordem e eu sou essa mão firme que o país precisa”, sustentou.

O candidato presidencial disse também votar nos outros candidatos deixará “tudo na mesma”.

“Se querem que continue tudo na mesma e na mesma moleza votem nos outros candidatos”, afirmou, reforçando: “Quem quiser continuar com o mesmo sistema que temos a nível de justiça, a nível de segurança, a nível de luta contra a corrupção, francamente, não votem em mim.”

André Ventura sublinhou que quer ser um “presidente interventivo” e com “mão firme” para “dar um sinal à República”.

“Se quiserem ao contrário, têm os outros candidatos. É isso que eu quis dizer com ‘faz falta três Salazares’”, explicou.

Ventura disse ainda que já a sua avó utilizava esta expressão e considerou ser “muito popular” aludir ao ditador António de Oliveira Salazar face à “desordem e bandalheira” em que o país se encontra.

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