PIB do euro cresce mais do que o esperado em 2026 por reação às ameaças tarifárias

A Comissão Europeia previu hoje que o PIB da zona euro cresça 1,3% este ano, mais do que os 0,9% anteriormente previstos, devido à “capacidade de enfrentar choques” face às ameaças tarifárias norte-americanas.

© D.R.

Nas previsões económicas de outono, hoje publicadas, o executivo comunitário refere que o Produto Interno Bruto (PIB) da área da moeda única deverá avançar 1,3% este ano, mais 0,4 pontos percentuais do que previsto nas projeções de primavera divulgadas em maio passado.

Para 2026, é estimada uma subida de 1,2% do PIB, o que equivale a uma revisão em baixa, face aos 1,4% anteriormente projetados.

“O crescimento económico superou as expectativas nos primeiros nove meses do ano, com o crescimento real do PIB a ultrapassar a expansão anual projetada na primavera”, contextualiza a instituição, apontando que “o crescimento contínuo no terceiro trimestre demonstra a resiliência da economia europeia e a sua capacidade de enfrentar choques sem precedentes”.

Tendência semelhante verificou-se no conjunto da União Europeia (UE), já que a Comissão Europeia prevê que o PIB comunitário avance 1,4% este ano e no próximo, o que compara com anteriores previsões de 1,1% em 2025 e de 1,5% em 2026.

“Este desempenho melhor do que o esperado deveu-se inicialmente a um aumento das exportações antes das previstas subidas tarifárias, mas o investimento em equipamento e ativos intangíveis também superou as expectativas”, explica.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.