‘Stock’ de empréstimos para habitação tem em julho maior aumento anual desde 2003

O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu, em julho, 118.021 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

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No total, são mais 11.697 milhões de euros em empréstimos para a habitação que um ano antes e mais 1.223 milhões de euros que em junho, segundo os dados do regulador.

A taxa de variação anual verificada neste tipo de empréstimos foi superior à registada para o montante total dos empréstimos concedidos a particulares, que registou uma variação anual de 10,6%, chegando a 153.522 milhões de euros.

Para consumo e outros fins, o valor no final de julho totalizou 35.500 milhões de euros, numa subida na cadeia de 177 milhões de euros e uma taxa de variação anual de 9,4%.

Já entre as empresas, o ‘stock’ de empréstimos somava 77.985 milhões de euros, num crescimento de 438 milhões de euros face a junho e uma taxa de variação anual de 6,2%, acima dos 5,8% no mês anterior.

De acordo com o BdP, os empréstimos reforçaram o crescimento em termos homólogos de forma transversal para empresas de todas as dimensões.

No caso das microempresas e das médias empresas, em julho foi registada uma taxa de variação anual de 12,2% e 2,5%, respetivamente, contra 11,7% e 1,5% em junho. Já nas grandes empresas, esta taxa manteve-se em 0,7%, enquanto nas pequenas empresas houve uma desaceleração de 7,5% em junho para 7,4% em julho.

Os setores da construção e atividades imobiliárias e indústrias e eletricidade cresceram, face ao período homólogo, 12,0% e 2,3%.

Já o crédito ao setor do comércio, transportes e alojamento teve uma taxa de variação anual de 5,0%, acima dos 4,8% em junho.

Em termos homólogos, o crédito ao alojamento e restauração e ao comércio subiu 5,3% e 6,7%, respetivamente, enquanto o crédito ao setor dos transportes e armazenamento recolheu 0,9%.

Quanto aos depósitos, o ‘stock’ de particulares cresceu 1.453 milhões de euros face a junho e chegou a 206.781 milhões de euros, atingindo uma taxa de variação anual de 4,5% (abaixo dos 4,8% em junho).

Para a subida em cadeia contribuíram, principalmente, um aumento de 1.475 milhões de euros nas responsabilidades à vista, enquanto os depósitos a prazo recuperaram 22 milhões de euros.

Do lado das empresas, o ‘stock’ nos bancos residentes desceu 559 milhões de euros em cadeia e a taxa de variação anual foi de 11,5% – também abaixo dos 12,7% em junho –, tendo atingido cerca de 78.530 milhões de euros.

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