Petição pelo fim do financiamento público a mesquitas com milhares de assinaturas

Uma petição que exige o fim da atribuição de dinheiros públicos para a construção de mesquitas tornou-se viral e já reúne milhares de assinaturas, dias depois da proposta do CHEGA com o mesmo objetivo ter sido chumbada no Parlamento.

©️ Mesquita Central de Lisboa

A rejeição da proposta desencadeou uma mobilização massiva online, transformando a petição numa das mais subscritas em Portugal e reacendendo um debate nacional sobre prioridades no uso de fundos públicos.

A petição, dirigida ao presidente da Assembleia da República, argumenta que Portugal atravessa uma fase de fragilidade económica, com serviços públicos em crise e impostos elevados, e que por isso não é justificável canalizar verbas dos contribuintes para a construção de mesquitas. Os autores defendem que o princípio da igualdade religiosa não implica financiar todas as confissões e que o Estado tem o dever de preservar a cultura e a identidade do povo português, maioritariamente cristão segundo diversos estudos de opinião.

O tema ganhou novo destaque quando a proposta do CHEGA para impedir esse financiamento deu entrada no Parlamento, que acabou por ser chumbada.

Nas redes sociais, multiplicam-se críticas ao que muitos consideram uma “inversão completa das prioridades nacionais”, com cidadãos a defender que, perante dificuldades na saúde, na habitação e nos serviços essenciais, o Estado não deve financiar infraestruturas religiosas.

Com a petição a ultrapassar rapidamente milhares de assinaturas, estando próxima de alcançar as trinta mil, aumenta a pressão para que o tema regresse à Assembleia da República. A entrega formal do documento deverá ocorrer em breve, potenciando um novo debate sobre o destino dos dinheiros públicos e o papel do Estado no apoio a construções religiosas.

Últimas de Política Nacional

Presidente do CHEGA anunciou esta quarta-feira que o partido deu entrada de uma moção de censura ao Governo e considera a decisão “irreversível”. André Ventura acusa Luís Neves de não esclarecer as suspeitas que têm marcado a polémica em torno do ministro, critica o silêncio de Montenegro e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”
Adjuntos, assessores e chefes de gabinete passaram dos corredores do Governo para lugares na Administração Pública. Em 17 casos, entraram em regime de substituição e, em dois, o percurso já terminou com uma nomeação por cinco anos.
Partido liderado por André Ventura questiona o Governo sobre o destino das habitações financiadas pelo PRR e pelo 1.º Direito e exige números sobre os beneficiários. Perante milhares de portugueses à procura de casa e uma oferta pública escassa, o CHEGA defende prioridade para cidadãos nacionais e para quem demonstre uma ligação duradoura e contributiva ao país.
Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.
A nomeação foi feita pelo presidente do CHEGA, André Ventura, em nome da Direção Nacional, e validada por todos os seus membros. Eduardo Teixeira assume agora um dos dossiês mais exigentes e estratégicos do partido, numa altura em que o forte crescimento autárquico do CHEGA trouxe uma nova dimensão e maiores responsabilidades à estrutura partidária.
Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.