Urgências com tempos de espera entre três e mais de 10 horas nos hospitais do país

Os maiores tempos médios de espera para doentes urgentes variaram, às 08h30 de hoje, entre as mais de 10 horas no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, e quase três horas no Hospital São João, no Porto, segundos dados oficiais.

© D.R.

Às 08:30, 31 doentes triados com pulseira amarela (urgente) esperavam um tempo médio de 10 horas e 43 minutos para primeira observação no Hospital Beatriz Ângelo, enquanto um doente triado com pulseira laranja tinha que aguardar 24 minutos.

No Hospital Santa Maria em Lisboa, 22 doentes classificados como urgentes tinham de esperar em média sete horas e 36 minutos para serem examinados pelo médico e um muito urgente aguardava 35 minutos.

No serviço de urgência geral do Hospital Garcia de Orta, em Almada, 31 pessoas triadas com pulseira amarela esperavam em média seis horas e 46 minutos para serem entregues pela primeira vez, e no Hospital São José, em Lisboa, 14 pacientes tinham uma espera de três horas e 30 minutos.

Os dados do portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), consultados pela agência Lusa, apontam também uma espera de nove horas e 14 minutos para os 12 doentes urgentes no Hospital de Évora e de quatro horas e 35 minutos no Hospital de Faro, onde 20 pacientes foram aguardados para serem examinados pelo médico.

No hospital de Matosinhos, o tempo de espera para 12 doentes triados como urgentes era de três horas e 53 minutos, e no Hospital de Braga era de oito horas e 15 minutos para 27 utilizadores.

O Hospital Amadora-Sintra não tem os tempos de espera disponíveis no Portal do SNS devido a um problema técnico no sistema informático de triagem.

O hospital refere que “a situação é de resolução e não afeta a prestação de cuidados de saúde”.

Segundo o sistema de triagem, as situações muito urgentes (pulseira laranja) têm um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem, enquanto os casos urgentes (amarela) são de 60 minutos e os pouco urgentes (verdes) de 120 minutos.

As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contactem a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.

Últimas do País

As duas escolas de saúde da Universidade do Porto (U.Porto) vão abrir em setembro, no ano letivo 2026/27, uma nova licenciatura em Ciências da Saúde Pública, que visa formar profissionais capazes de intervir em ameaças emergentes, foi hoje divulgado.
As Forças Armadas transportaram esta terça-feira em veículos anfíbios 427 pessoas em Ereira, freguesia de Montemor-o-Velho isolada devido às cheias, e outros 192 cidadãos, "em coordenação com as entidades locais".
Oito distritos do norte e centro do país estão esta quarta-feira, a partir das 09h00, sob aviso amarelo devido à previsão de vento forte, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O quartel dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, que ficou inoperacional desde a depressão Kristin, há três semanas, vai ser instalado transitoriamente na Zona Industrial do Valbom, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara.
Cerca de 7.600 clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuavam pelas 08:00 desta quarta-feira, 18 de fevereiro, sem energia elétrica, informou a empresa.
Quase 39 mil utentes estavam a receber tratamento para dependência de droga e álcool em 2024, com a cocaína a ganhar peso, atingindo os valores mais altos em 10 anos, segundo dados hoje revelados.
Um quinto da população portuguesa dos 15 aos 74 anos bebe álcool diariamente e a dependência quase quadruplicou em 10 anos, segundo dados oficiais de 2022, que apontam facilidade de acesso dos jovens e falta de estratégias.
A canábis é a droga de mais fácil acesso em Portugal, segundo a perceção dos consumidores, e entre os jovens está em crescendo a compra de drogas na internet e nas redes sociais, revelam hoje dados oficiais.
Um em cada dez jovens utilizadores de canábis entre os 13 e os 18 anos consome diariamente, segundo dados oficiais hoje divulgados que, ainda assim, apontam para uma diminuição geral no consumo de drogas.
O casal de idosos dado como desaparecido em Montemor-o-Velho foi hoje encontrado morto numa localidade da Figueira da Foz, revelou fonte do Comando Territorial da GNR de Coimbra.