Associação Protetora de Diabéticos de Portugal recebeu 18.667 utentes em 2025

A Associação Protetora de Diabéticos de Portugal (APDP) recebeu 18.667 utentes no ano passado, mais 609 que em 2024, disponibilizando acompanhamento clínico e informações sobre a diabetes, revelaram hoje responsáveis da organização.

© D.R.

“Nós temos cerca de um milhão e meio de pessoas com diabetes em Portugal e temos cerca de dois milhões de pessoas com pré-diabetes, que têm tendência para vir a desenvolver diabetes”, um crescimento que se manifesta no aumento do número de pessoas recebidas pela APDP, disse à Lusa o presidente, José Boavida, a propósito da celebração, na quinta-feira, dos 100 anos da associação, que em 1926 começou por “comprar insulina para dar aos diabéticos pobres”, sendo a mais antiga associação do mundo dedicada aos diabéticos.

O presidente da APDP disse que única maneira de reduzir o número de utentes com diabetes em Portugal é tratar das pessoas que possam desenvolver a doença, através da criação de um instituto para prevenir a patologia.

“Esse instituto será a forma de conseguirmos, a nível nacional, começar a identificar as pessoas que têm tendência para ter diabetes e começar a educar essas pessoas para não virem a ter diabetes”, explicou José Boavida, indicando que a APDP ainda não tem dinheiro para fundar o instituto, mas tem pedido donativos.

A APDP recebe cerca de 300 utentes por dia com diabetes tipo 1 e tipo 2, sendo que o tipo 1 caracteriza-se pela destruição das células produtoras de insulina por parte do sistema imunitário e o tipo 2 pela resistência do organismo à ação da insulina.

Informação divulgada pela APDP indica que a associação tem utentes de todas as faixas etárias, sendo a idade média dos pacientes de 62 anos.

Em relação ao atendimento na clínica da APDP, “as pessoas de um modo geral sentem-se mais acompanhadas, sentem que fazem parte do plano de tratamento e sentem que provavelmente a gestão da diabetes passa mais por elas do que pelos profissionais”, segundo o diretor clínico da APP, João Raposo.

O diretor clínico referiu que o acompanhamento personalizado da associação é uma das principais diferenças entre o atendimento de um paciente diabético na clínica da APDP e em outro estabelecimento de saúde, destacando que a associação educa os utentes e os familiares dos pacientes a viver com a doença.

Os utentes diabéticos podem ser reencaminhados para a APDP através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), por seguros de saúde, entre outros, sendo que para os pacientes do SNS os serviços são gratuitos.

A clínica da APDP disponibiliza rastreios, consultas, exames, serviços de psicologia, pediatria, nutrição, cardiologia, inclusive, bombas de insulina comparticipadas, entre outras respostas relacionadas com a diabetes.

“Num só dia a pessoa pode ver respondidas uma série de questões relacionadas com a diabetes”, disse também à Lusa a médica diabetologista na APDP, Rita Nortadas.

Segundo a médica, para os pacientes é mais acessíveis os serviços estarem todos no mesmo local, evitando tempos longos de espera entre análises e exames, inclusive deslocações.

O fundador da APDP e médico português, Ernesto Roma, estava nos Estados Unidos quando os cientistas Frederick Banting e Charles Best conseguiram isolar a insulina e usá-la para tratamento da diabetes, em 1921.

O médico decidiu trazer o medicamento para Portugal, mas percebeu que a insulina era muito cara e que os pobres não podiam comprá-la.

Ernesto Roma criou a APDP, que começou por chamar-se Associação Protetora dos Diabéticos Pobres, para oferecer insulina aos pacientes e para ensiná-los a tratar de si, informando-os sobre a doença.

A APDP tem cerca de 28.000 associados e aproximadamente 150 profissionais.

Últimas do País

Mais de 200 estradas estão hoje cortadas ao trânsito no país devido ao mau tempo, entre autoestradas, estradas nacionais, municipais e itinerários complementares, sendo Coimbra o distrito com mais vias interditas à circulação, segundo a GNR.
Três serviços de urgência de Ginecologia e Obstetrícia vão estar encerrados no sábado e dois no domingo, na região Centro e em Setúbal, segundo as escalas publicadas no Portal do SNS.
As apreensões de botijas de óxido nitroso, substância psicoativa conhecida como "gás do riso", aumentaram quase 15 vezes entre 2023 e 2025, passando de 175 para 2.615, revelam dados hoje divulgados pela GNR à agência Lusa.
Um homem foi acusado pela prática de quatro crimes de terrorismo, sendo dois por incitamento e outros dois por glorificação deste tipo de práticas, informou hoje o Ministério Público (MP).
A idade mediana na União Europeia (UE) subiu 2,1 anos desde 2015 ao fixar-se em 44,9 anos em 2025, sendo Portugal um dos países mais envelhecidos do espaço comunitário, divulgou hoje o Eurostat.
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra ativou hoje o Plano de Emergência Interno (PEI) e acionou o Gabinete de Crise para acompanhar a situação do mau tempo na região de Coimbra.
Um homem de 45 anos, procurado pelas autoridades do Reino Unido por suspeitas de abuso sexual da enteada menor, foi detido esta quinta-feira no concelho de Viseu.
O Hospital Pediátrico de Coimbra está sem qualquer professor para ensinar as crianças internadas, admitiu hoje a Unidade Local de Saúde, uma situação que a associação Acreditar considera um recuo nos direitos das crianças com cancro.
O número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica no continente voltou a subir, sendo hoje de 45 mil, devido ao surgimento de novas avarias e inundações, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin.
Os comboios de longo curso na Linha ferroviária do Norte entre o Porto e Lisboa foram suspensos por razões de segurança devido ao agravamento do estado do tempo e sem previsão de retoma, segundo a CP.