“A última preocupação são os votos”: Ventura pede adiamento das presidenciais após tempestade

André Ventura diz que não existem condições mínimas para eleições e propõe suspender a segunda volta das eleições presidenciais a Belém, enquanto as populações lutam para sobreviver.

© Folha Nacional

André Ventura anunciou que vai propor o adiamento da segunda volta das eleições presidenciais, marcada para domingo (8 de fevereiro), invocando a destruição provocada pelas tempestades da última semana. Para o candidato, suspender o ato eleitoral “não é injusto nem desproporcional” num país onde persistem comunidades isoladas, sem eletricidade, água ou acesso a serviços essenciais.

Em declarações a jornalistas e autarcas, no Algarve, Ventura relatou um cenário de grande fragilidade social no terreno. “As pessoas estão a passar mal” e, nessas condições, “não há capacidade para participar na vida cívica”, afirmou, sublinhando que “não existem condições para realizar eleições neste contexto”, com vários concelhos ainda sob situação de calamidade.

A posição surge após uma semana de deslocações às áreas mais afetadas pelas tempestades Kristin e Leonardo, reforçando a ideia de que a prioridade deve ser a resposta à emergência e o apoio às populações, antes da disputa eleitoral.

O tema ganhou novo peso com a decisão da Câmara Municipal de Alcácer do Sal de adiar a votação no concelho para 15 de fevereiro, devido às cheias e inundações. Também Marcelo Rebelo de Sousa admitiu ser prudente um adiamento local de uma semana, perante a falta de condições no terreno.

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