CHEGA chama supervisores dos seguros ao Parlamento após caos da tempestade Kristin

O partido liderado por André Ventura exige explicações urgentes sobre indemnizações, resposta das seguradoras e atrasos no apoio a famílias e empresas afetadas pelo temporal que deixou mortos, destruição e prejuízos milionários.

© LUSA

O Grupo Parlamentar do CHEGA requereu a audição urgente do presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e do presidente da Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros (APROSE), levando ao Parlamento o impacto da tempestade Kristin, segundo apurou o Folha Nacional. O objetivo é inequívoco: apurar responsabilidades, avaliar a capacidade de resposta do setor segurador e esclarecer o tratamento dado a milhares de sinistros num contexto já classificado como de “catástrofe natural”.

A passagem da depressão Kristin deixou um rasto de destruição particularmente grave na região Centro. Rajadas de vento superiores a 200 km/h, chuva intensa, habitações e infraestruturas danificadas, estradas e linhas ferroviárias cortadas, bem como falhas prolongadas nas comunicações, marcaram o temporal. Pelo menos seis pessoas perderam a vida, cerca de um milhão de clientes ficaram sem eletricidade e dezenas de municípios viram-se obrigados a declarar o estado de calamidade.

Perante prejuízos económicos de grande dimensão e milhares de famílias e empresas afetadas, o CHEGA considera indispensável escrutinar o papel das seguradoras no processo de indemnização e recuperação. De acordo com o requerimento enviado ao Folha Nacional, o partido pretende saber qual o impacto real dos sinistros, se o enquadramento regulatório em vigor está a funcionar e se o mercado segurador tem capacidade efetiva para responder com rapidez e eficácia às necessidades no terreno.

No requerimento entregue à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, o CHEGA sublinha que a recuperação das zonas atingidas depende, em larga medida, da celeridade no pagamento das indemnizações e de uma articulação eficaz entre seguradoras, entidades de supervisão e o Estado. A audição visa garantir transparência, identificar constrangimentos e evitar que o apoio às vítimas fique refém da burocracia, numa altura em que os prejuízos continuam a acumular-se.

Últimas de Política Nacional

André Ventura anunciou, esta sexta-feira, a recandidatura à liderança do CHEGA, durante o Conselho Nacional do partido, em Lisboa. Perante uma estrutura que afirma ter atingido os 100 mil militantes, garantiu que o CHEGA será o maior partido do país, atacou os interesses instalados e deixou um aviso: “Quem nos vai travar? Bruxelas? A imprensa? Não! Só nós nos podemos travar!”
André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".
André Ventura acusou esta quinta-feira PS e PSD de bloquearem a investigação parlamentar aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. No debate de urgência na Assembleia da República, o presidente do CHEGA apontou diretamente a Aguiar-Branco e denunciou aquilo que considera ser uma tentativa de proteger o atual ministro da Administração Interna do escrutínio parlamentar.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves toma posse no dia 14, mas o entendimento parlamentar que limita a duas as CPI em funcionamento pode travar o arranque dos trabalhos. Ventura contesta uma regra que não está "nem na lei nem na Constituição".
PS e PSD chegaram a um entendimento para que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves sejam suspensos enquanto estiverem em funcionamento outras duas comissões de inquérito. A solução adia, na prática, o arranque pleno da investigação parlamentar pretendida pelo CHEGA à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.
André Ventura acusou esta terça-feira o presidente da Assembleia da República de estar a atrasar a Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. O líder do CHEGA diz que o partido já aceitou sucessivas limitações e desafia Aguiar-Branco a explicar por que razão a comissão ainda não avançou.
André Ventura anunciou este sábado, em Coimbra, que vai assumir pessoalmente a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. Líder do CHEGA promete uma investigação “até ao fim”, garante que não haverá bloqueios aos restantes partidos e deixa um aviso: “Não deixarei que Luís Neves, nem outros Luís Neves, sejam bloqueadores da verdade.”
André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.