Presidenciais: Ventura diz que portugueses o colocaram “no caminho para governar o país”

O candidato presidencial André Ventura obteve uma derrota na segunda volta das eleições, mas os portugueses o colocaram “no caminho para governar o país”.

© Folha Nacional

“Não tendo vencido, é justo dizer que os portugueses me colocaram no caminho para governar este país”, afirmou o candidato.

André Ventura reagiu, num hotel em Lisboa, aos resultados das eleições presidenciais, que ditaram a eleição do seu adversário António José Seguro como o próximo Presidente da República.

“Acho que a mensagem dos portugueses foi clara: lideramos a direita em Portugal, lideramos o espaço da direita em Portugal e vamos em breve governar este país”, advogou.

Nesta declaração, o candidato venceu a derrota: “Não vencemos. Não vencemos e isso deve significar, como sempre foi, a consciência de que temos que fazer mais e de que temos que trabalhar mais para convencer todos de que a mudança faz falta”. 

Ainda assim, assinalou que o partido que liderou teve “o melhor resultado de sempre” e referiu que a sua candidatura superou “a percentagem da AD nas últimas legislativas” e também o resultado do CHEGA nessas eleições.

Os resultados ainda provisórios indicam que André Ventura ultrapassou, em percentagem, o resultado da coligação que sustenta o Governo, mas não em número de votos. 

O líder do CHEGA desde então que a sua candidatura presidencial protagonizou “a luta dos homens e mulheres, dos jovens comuns deste país, contra as elites que sempre o procuraram destruir”. 

“No fundo, com toda a humildade, o sonho, hoje, continua a ser o mesmo sonho de Francisco Sá Carneiro. O sonho de conseguir uma maioria que, não em nome das elites, mas em nome do povo, faça a diferença e a mudança. É esse caminho que eu quero exigir”, salientou.

O candidato lamentou que os portugueses tenham escolhido “o caminho da continuidade” ao eleger o adversário, António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, como Presidente da República.

“Escolheram eleger um presidente da área do Partido Socialista que representa a continuidade do sistema político tal como o temos e os encontros em Portugal. Discordámos nisso, lutámos contra isso, entendemos que isso era o caminho errado. Mas travámos o bom combate, travámos a batalha com as armas que temos, fomos terra a terra procurando convencer os portugueses, com o sistema inteiro contra nós procurámos entender, mobilizar, mostrar que era possível outro país. Com uma grande parte do país, da Europa e do mundo contra nós, com Bruxelas contra nós, com todos contra nós, conseguimos ainda assim o melhor resultado de sempre; não vencemos, mas estamos no caminho dessa vitória”, sustentou.

O candidato apoiado pelo CHEGA recentemente ainda terminou uma campanha “a luta contra todo o sistema político português”. 

“Acho que é justo dizer que liderámos, de forma clara, com uma vitória na volta, todo o espaço primeira não socialista em Portugal. Conseguimos mobilizar uma parte do país contra um sistema de 50 anos de bipartidarismo que se obteve nesta segunda volta, ainda mais intenso e ainda mais feroz, e conseguimos dizer aos portugueses que, talvez pela primeira vez em 50 anos, havia uma alternativa que não era do espaço do PS e do espaço do PSD”, defendeu.

E disse que os resultados obtidos hoje, de 33%, lhe dá “um enorme estímulo para trabalhar” no “projeto que é transformar Portugal” e agradeceu aqueles que “acreditaram num país diferente, que não foram intoxicados nem se deixaram intoxicar”, em especial aos emigrantes.

“Eles sabem o que é não querer mais socialismo e sabem o que é que PSD e PS fizeram ao país nestes últimos anos. Eles têm sido o nosso farol e hoje, apesar de todas as situações, apesar de os fazerem andar milhares de quilómetros, voltaram a ser o nosso farol”, defendeu.

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