Mau tempo: Cerca de 20 mil pessoas continuam sem eletricidade na Região de Leiria

Cerca de 20 mil pessoas continuam sem energia na região de Leiria, 17 dias depois da passagem da depressão Kristin, revelou hoje o presidente do Conselho Intermunicipal daquela Região, Jorge Vala.

© D.R.

 

“Passaram 17 dias com cerca de 20 mil pessoas na região [de Leiria] sem energia elétrica, e nós olhamos para trás e lembramos que o atraso foram de 12 horas e o país ficou quase em suspenso, para além de ficar também com um problema grave de resolução. E não se aprendeu nada”, lamentou Jorge Vala.

À margem de uma reunião do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, que está a decorrer hoje em Pombal, o responsável pontuou que, “se as pessoas ficaram deprimidas com 12 horas sem energia, é fácil perceber que em 17 dias sem energia temos uma população agastada, com incompreensões sistemáticas sobre aquilo que é a resposta”.

Leiria, Marinha Grande e Pombal são os principais concelhos afetados, com “uma parte muito significativa de toda a estrutura de eletricidade em baixa”.

A falta de energia elétrica é “o grande problema comum a todos” os concelhos da Região, num contexto em que, com o tempo de inverno, “a estrutura que está a ser reposta é muito precária, provisória”.

“A maioria dos concelhos tem oscilações grandes, ou seja, num dia baixo, no outro dia aumenta e população sem energia”, explicou.

“Mas temos ainda outra preocupação, que tem que ver com as empresas, com as comunicações. As operadoras são colocadas em grande medida as comunicações móveis, mas temos muitas empresas que estão dependentes de comunicações fixas, da rede de fibra ótica, da rede de comunicações normais, do telefone normal”, acrescentou.

A questão afeta também particulares, notou o responsável, sublinhando que “viver sem energia, sem televisão e sem comunicações é uma coisa confrangedora e muito preocupante”.

Segundo Jorge Vala, a CIM de Leiria realizou na quinta-feira uma reunião com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), tendo sido exposta esta problemática.

“Parece-me que [a ANACOM] ainda não tinha percebido a dimensão da destruição. Estiveram no terreno, realizaram equipas de acompanhamento à intervenção das operadoras, mas nem sequer temos resultados, ou seja, não temos noção das empresas e pessoas que estão sem estas comunicações fixas, sem as televisões, sem os telefones”, alegou.

Jorge Vala esclareceu que a Autoridade Nacional de Comunicações “já reuniu hoje com as operadoras e pelo menos uma das operadoras, na próxima semana, irá reunir-se” com a CIM de Leiria.

O responsável assinalou ainda o cansaço das diversas equipas no terreno, salientando que “os discursos de serviços da E-Redes estão esgotados”.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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