Governo gasta 11 mil euros em maquilhagem e cabeleireiro antes das conferências de imprensa

O Executivo contratou serviços de maquilhagem e cabeleireiro para garantir “qualidade de imagem” em conferências de imprensa. O contrato prevê a realização de 50 sessões ao longo de um ano, ao valor de 230 euros por sessão.

© Facebook de Luís Montenegro

O Governo celebrou um contrato no valor de 11.520 euros para serviços de maquilhagem e cabeleireiro destinados a membros dos gabinetes ministeriais antes de conferências de imprensa. O acordo foi formalizado pela Secretaria-Geral do Governo (SGG) e prevê a realização de 50 sessões ao longo de um ano (em média, uma por semana) com o objetivo declarado de “assegurar a qualidade da imagem” de ministros e secretários de Estado, avança o Correio da Manhã (CM).

De acordo com os termos do contrato, a que o CM teve acesso, cada sessão representa um encargo de 230,40 euros. O serviço inclui maquilhagem e desmaquilhagem para homens e mulheres, bem como trabalhos de cabeleireiro para as governantes. Em cada intervenção pública poderão ser preparados entre um e quatro membros do Executivo.

A adjudicação foi feita à empresa GlitterGlobe Lda., sendo este, até ao momento, o único contrato registado pela sociedade no Portal Base. O documento estabelece que o local e o horário do serviço devem ser comunicados com 24 horas de antecedência, quando em Lisboa, ou 48 horas, caso o evento decorra noutra localidade do continente.

Segundo o CM, o serviço apenas é considerado concluído mediante validação da Divisão de Proximidade do Governo e Relações Públicas da SGG, estrutura responsável pela organização das conferências de imprensa.

Não foram identificados, na base de dados pública de contratos, outros acordos semelhantes com este propósito. A despesa levanta agora debate político quanto às prioridades na utilização de recursos públicos e ao recurso a serviços especializados de imagem para intervenções oficiais do Executivo.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.