Ventura acusa Montenegro de “estratégia caricata” sobre lei trabalhista

O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.

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Numa conferência de imprensa na sede nacional do partido, em Lisboa, André Ventura quis também abordar as declarações de hoje do presidente do PSD e primeiro-ministro, que rejeitou que haja condições para “uma baixa significativa” da idade da reforma ou uma equiparação das pensões mínimas ao mínimo no Congresso da JSD, em Viseu.

“Senhor primeiro-ministro, se não há condições para descer a idade da reforma, se não há nenhuma condição para subir a pensão mínima, e se não há nenhuma vontade sua e do Governo em valorizar quem trabalha por turnos e em horas extraordinárias, então eu diria que já não há nada mais para conversar nem com o CHEGA, nem com nenhuma força da oposição que entenda que isto são elementos importantes”, afirmou.

No entanto, questionado se tal é sinal de que o CHEGA não participará em futuras reuniões com o Governo ou no Parlamento sobre o tema, Ventura não quis ir tão longe.

“O CHEGA é o segundo maior partido do parlamento, terá necessariamente que olhar para este diploma e que falar com todos sobre ele. É uma má estratégia, que ainda por cima já mostrou no passado que não tem nenhum resultado, é pelo menos uma estratégia caricata, é tudo o que posso dizer por agora”, afirmou.

Para Ventura, “baixar ou começar a baixar a idade da reforma não é um requisito esotérico, é uma exigência de um país que trabalha”.

“Subir pensões de 300, 400, 500, 600 euros neste país não é uma exigência esotérica, é uma necessidade de combate contra a pobreza. E garantir mais direitos a quem trabalha por turnos e em horas extraordinárias não é uma exigência esotérica do CHEGA, é um olhar sobre a realidade do país em que milhões de pessoas ajustam a sua vida familiar para terem condições de trabalhar”, defendeu.

“Se não há condições, nem vontade, para fazer nada disto, então também não há grandes condições para que esta reforma laboral passe no Parlamento”, insistiu.

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