CHEGA quer classificar Irmandade Muçulmana como organização terrorista

Portugal deve pressionar as organizações internacionais de que faz parte para que a Irmandade Muçulmana seja classificada como organização terrorista. Esta é a proposta apresentada pelo CHEGA, através de um projeto de resolução que pretende levar o Governo a assumir uma posição diplomática ativa junto da União Europeia, das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais.

© AFP

Segundo o documento, consultado pelo Folha Nacional, o partido considera que a organização, fundada no Egito em 1928, tem sido associada por diversos Estados e serviços de informações a fenómenos de radicalização, violência política e apoio indireto a grupos extremistas, defendendo que a comunidade internacional deve proceder a uma avaliação rigorosa com vista à sua classificação formal como organização terrorista.

Na exposição de motivos, o CHEGA refere que países como o Egito, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein já atribuíram essa designação, sustentando-a em investigações relativas a alegadas ligações logísticas, financeiras e ideológicas com grupos armados. O texto menciona ainda estruturas consideradas derivadas ideologicamente da Irmandade, apontando para o envolvimento em ações classificadas como terrorismo por diferentes legislações nacionais.

O projeto, a que o Folha Nacional teve acesso, recomenda que o Governo português promova a concertação diplomática com parceiros estratégicos, reforçando a partilha de informações de segurança e a harmonização de critérios internacionais no combate ao extremismo violento. O objetivo, segundo o partido liderado por André Ventura, é reforçar a prevenção de ameaças transnacionais e contribuir para a segurança coletiva.

A iniciativa prevê ainda uma maior articulação entre organismos nacionais de segurança e entidades internacionais dedicadas ao combate ao terrorismo, incluindo a monitorização contínua de eventuais ligações operacionais, ideológicas ou financeiras associadas à Irmandade Muçulmana.

Últimas de Política Nacional

O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.
De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.