Estado suspende medicamento a menino de 8 anos que luta contra doença rara

Diagnosticado com distrofia muscular de Duchenne, Rodrigo dependia de um tratamento que atrasava a progressão da doença. O Estado cortou o medicamento.

© D.R.

Rodrigo tem oito anos e vive com distrofia muscular de Duchenne, uma doença genética rara que provoca degeneração muscular progressiva e reduz significativamente a esperança de vida. Desde cedo, a família soube que o percurso seria difícil. Ainda assim, havia um elemento que lhes permitia ganhar tempo: um medicamento que ajudava a retardar a progressão da doença.

Contudo, o Estado suspendeu esse tratamento, segundo avança o Correio da Manhã (CM).

De acordo com os familiares, a decisão partiu do sistema público de saúde e deixou a família numa situação de incerteza e angústia. Para os pais, o fármaco não representava uma cura (inexistente para esta patologia), mas a possibilidade de atrasar a perda de capacidades motoras e prolongar a autonomia da criança.

A distrofia muscular de Duchenne afeta maioritariamente rapazes e manifesta-se na infância, conduzindo à perda gradual da força muscular, refere o CM. Com o passar do tempo, atividades simples tornam-se progressivamente mais difíceis, e a dependência aumenta. Para os pais de Rodrigo, cada mês ganho representava uma oportunidade adicional numa luta em que o tempo é determinante.

“Disseram-nos que era muito caro e que ele não ia melhorar. Ainda perguntámos quando custaria para sermos nós a comprar. Disseram que não valia a pena, não teríamos oportunidade de o comprar”, conta a mãe de Rodrigo, que já não sabe o que fazer. “A vida do meu filho tem um preço?”, pergunta a mãe.

Carla soube depois que havia outro medicamento do género. No Reino Unido é comparticipado, em Portugal, não: “Custa cerca de 250 mil euros por ano. É impossível. Mas o que pergunto é o porquê da demora do Infarmed. O meu filho não tem tempo, nós não temos tempo”, declara ao CM: “O mais revoltante é não nos darem repostas concretas. Dizerem apenas para esperarmos. Esperarmos e deixarmos o nosso filho morrer?”

Últimas do País

A pobreza persistente afetava 61,7% das pessoas pobres em Portugal, em 2025, de acordo com os resultados do estudo 'Trajetórias da Pobreza e da Privação', hoje divulgados no âmbito do projeto 'Portugal, Balanço Social'.
Luís Peixoto Gomes, de 31 anos, conhecido por “Turko” ou “Sultão”, começa esta quarta-feira a ser julgado no Tribunal de Braga, acusado de tentar matar um jovem de 27 anos, natural de Almada, com pelo menos sete golpes de navalha. O ataque ocorreu durante a Noite Branca de Braga, depois de o arguido ter descoberto a proveniência da vítima.
A WWF Portugal realizou um evento na Assembleia da República, num espaço cuja cedência contou com o voto favorável do CHEGA. Apesar disso, o segundo maior grupo parlamentar não recebeu qualquer convite.
Três indivíduos encapuzados tentaram roubar o automóvel de um casal de idosos, em plena luz do dia, no Carregado. O proprietário da viatura, de 80 anos, procurou impedir o assalto, mas acabou empurrado e caiu ao chão. Os suspeitos armados fugiram sem conseguir levar o Mercedes.
Os dois homens detidos numa operação contra o tráfico de droga ao largo de Faro, na qual morreu um terceiro suspeito, ficaram em prisão preventiva, disse hoje à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia Judiciária (PJ) extraditou na terça-feira para o Reino Unido um português suspeito de homicídio por ter participado há seis anos num confronto de gangues em Manchester que resultou na morte de uma pessoa.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, um homem procurador por França por suspeita de "fraude fiscal e branqueamento, através do denominado esquema 'carrossel do IVA'", anunciou hoje a força policial.
Uma intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR) na Autoestrada 2, na zona de Alcácer do Sal, terminou com a apreensão de cerca de oito mil litros de gasolina.
A Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária desencadearam uma operação que envolve o Banco Carregosa e o Banco Angolano de Investimento Europa. Em causa está um esquema de transações imobiliárias destinado a beneficiar de isenções fiscais, com suspeitas de prejuízos de milhões de euros para o Estado.
Ana Sofia Dias, antiga presidente da Junta de Freguesia de Penha de França, em Lisboa, foi contratada pela Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, liderada pelo Partido Socialista. A ex-autarca está acusada dos crimes de corrupção passiva agravada e prevaricação no âmbito do processo Tutti-Frutti, que investiga alegadas irregularidades envolvendo antigos responsáveis autárquicos.