DGS publica nova norma para diagnóstico e tratamento da hipertensão em adultos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou uma nova norma que estabelece a abordagem de diagnóstico e terapêutica da hipertensão arterial em adultos para reduzir o risco cardiovascular e a morbilidade associada à doença.

© D.R.

Segundo a agência Lusa, o documento estabelece critérios rigorosos para o rastreio, recomendando que a pressão arterial seja avaliada pelo menos a cada três anos em adultos com menos de 40 anos e anualmente a partir dessa idade. O diagnóstico deverá agora ser complementado com a auto-medição domiciliária ou a monitorização ambulatória, permitindo uma estratificação mais precisa do risco cardiovascular global.

A nova estratégia foca-se numa abordagem multidisciplinar, integrando alterações ao estilo de vida e terapêutica farmacológica. A norma exclui grávidas e casos de hipertensão secundária, concentrando-se na população adulta geral para combater a baixa taxa de controlo da doença: dados do portal SNS 24 indicam que apenas 11,2% dos hipertensos portugueses têm a sua condição devidamente controlada.

As diretrizes reforçam ainda a importância da pesquisa de lesões em órgãos-alvo, como o cérebro, rins e coração, frequentemente danificados pela pressão excessiva. O documento, elaborado pelo Programa Nacional para as Doenças Cerebrocardiovasculares, surge num contexto europeu onde a prevalência da patologia se situa entre os 35% e os 40%, colocando Portugal acima da média continental.

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