Prejuízos em Leiria devido ao mau tempo são na ordem dos 1.000 milhões com acréscimo de despesas com equipamentos

O Município de Leiria vai pedir um empréstimo de 25 milhões de euros para fazer face às despesas com a depressão Kristin, disse o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes.

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Depois de numa entrevista à agência Lusa, quando passou um mês desde que a depressão Kristin provocou avultados danos no concelho, o autarca ter referido que o valor do empréstimo a contrair pelo município seria “à volta dos 30 milhões de euros”, Gonçalo Lopes precisou esta sexta que, na próxima semana, irá “aprovar um empréstimo de um valor de 25 milhões de euros”, onde se incluem “também equipamentos escolares”.

O autarca falava após uma visita a duas escolas do concelho, na qual acompanhou o ministro da Educação, Ciência e Inovação, que verificou in loco os estragos nas escolas Henrique Sommer, na Maceira, e na escola de Marrazes. Gonçalo Lopes assumiu que o empréstimo de 25 milhões não é suficiente para “tudo o que o município quer fazer, que é muito”, mas “é um início”.

“Depois devemos receber dinheiro do seguro. Já voltámos a receber mais uma tranche. Importa dizer que o município tem um seguro de 230 milhões de euros para cobertura de edifícios. Não sabemos qual é o valor final que vamos fechar, mas se não o tivesse hoje estávamos muito piores”, sublinhou.

Por isso, o autarca deixa um “desafio aos portugueses” para que no futuro equacionem o seguro como algo obrigatório. “Muitas pessoas com quem tenho falado, que têm seguro, sentem-se mais confortáveis”, constatou. Segundo o autarca, além do valor do seguro e do empréstimo, o Município de Leiria irá “balancear as contas” à medida que vá tendo as candidaturas aprovadas.

No passado dia 18, a Câmara de Leiria estimou que os prejuízos provocados pela depressão Kristin àquela data ascendiam a 792,8 milhões, sem contabilizar os custos com infraestruturas municipais e do Estado e na floresta. “Dentro daquilo que conseguimos apurar, o que já gastámos, mais a primeira estimativa por baixo, temos um valor de 792,8 milhões de euros. Ainda falta outro tanto”, disse então Gonçalo Lopes.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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