CHEGA exige mais transparência na atribuição dos apoios às vítimas das tempestades

Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?

© LUSA

É neste contexto que o CHEGA leva agora ao Parlamento uma proposta para exigir mais transparência na atribuição de apoios às populações afetadas.

O projeto de resolução a que o Folha Nacional teve acesso recomenda ao Governo que torne públicos os processos de atribuição de apoios, incluindo os critérios utilizados, o estado das candidaturas e a execução das medidas no terreno.

As tempestades que atingiram o país, com particular impacto na região Centro do país, destruíram habitações, infraestruturas e meios de subsistência, deixando muitas famílias em situação de fragilidade.

Segundo o partido liderado por André Ventura, apesar das promessas de apoio feitas após os danos, persistem relatos de atrasos, falta de informação e ausência de critérios claros na distribuição das ajudas.

A proposta aponta para situações concretas onde autarquias e entidades locais dizem não ter acesso a informação suficiente sobre candidaturas aprovadas, valores atribuídos ou processos em curso.

Há também críticas à falta de meios técnicos e humanos para avaliar os danos e acompanhar os processos, o que, na prática, acaba por atrasar a chegada dos apoios às populações.

Perante este cenário, o CHEGA defende que é essencial garantir transparência total, permitindo acompanhar de forma clara quem recebeu apoios, em que condições e com que critérios.

A iniciativa propõe assim que sejam divulgadas publicamente as decisões das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), bem como os critérios de distribuição e o estado de cada candidatura.

Para o partido que lidera hoje a oposição em Portugal, só com maior escrutínio será possível garantir justiça na atribuição dos apoios e evitar que populações afetadas fiquem sem resposta.

O projeto segue agora para apreciação na Assembleia da República.

Últimas de Política Nacional

O líder do CHEGA acusa José Luís Carneiro de contradição e sustenta que os socialistas preferem preservar o entendimento político com o PSD a transformar em lei aquilo que dizem defender: baixar o IVA nos combustíveis de 23% para 13%.
O partido liderado por André Ventura exige explicações sobre pagamentos identificados pela Inspeção-Geral das Finanças e quer ouvir atuais e antigos responsáveis da televisão pública. Conselho Fiscal e Conselho Geral Independente também são chamados ao escrutínio. “Estamos a falar de recursos que são públicos”, avisa o deputado Daniel Teixeira.
O presidente do CHEGA anuncia novo requerimento potestativo para investigar a passagem de Luís Neves pela direção da PJ e acusa o Parlamento de aplicar critérios diferentes dos usados noutras comissões de inquérito. Ventura admite limitar novamente o objeto para desbloquear a CPI.
O presidente do CHEGA acusa Aguiar-Branco de bloquear o escrutínio ao atual ministro da Administração Interna e fala numa operação de “contenção política de danos”. Ventura denuncia “dois critérios” na admissão de inquéritos parlamentares e promete não deixar cair a investigação à passagem de Luís Neves pela direção da Polícia Judiciária.
A Cosmos Business Travel, empresa ligada ao universo empresarial da família Oliveira, terá faturado perto de 600 mil euros desde 2024 em serviços de viagens e alojamento contratados por organismos públicos, segundo revela o Tal & Qual.
O inquérito potestativo que permitiria avançar com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves sem votação foi rejeitado. CHEGA denuncia uma tentativa de proteger o ministro da Administração Interna e impedir que a sua gestão na PJ seja investigada.
CHEGA voltou a exigir que a comissão de inquérito à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária avance no arranque da nova sessão legislativa. Aguiar-Branco mantém o processo em análise e ainda não deu luz verde à constituição da comissão. Partido liderado por André Ventura lamenta novo impasse num inquérito que considera ser um direito potestativo.
A Entidade para a Transparência (EpT) admitiu não ser possível determinar com "rigor e fidedignidade" quantos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estão atualmente obrigados a apresentar declarações de rendimentos e interesses.
A Entidade para a Transparência (EpT) reconheceu que não concluiu a verificação de todas as declarações únicas de interesses e rendimentos do atual Governo, sublinhando que há processos a aguardar decisões do Tribunal Constitucional sobre que informação declarar.
Um estudo aos 25 Governos Constitucionais revela que quatro em cada dez ministros assumiram pastas sem licenciatura ou pós-graduação relacionada com a tutela. Apenas 20,9% tinham especialização académica avançada na área que ficaram responsáveis por governar.