CHEGA exige mais transparência na atribuição dos apoios às vítimas das tempestades

Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?

© LUSA

É neste contexto que o CHEGA leva agora ao Parlamento uma proposta para exigir mais transparência na atribuição de apoios às populações afetadas.

O projeto de resolução a que o Folha Nacional teve acesso recomenda ao Governo que torne públicos os processos de atribuição de apoios, incluindo os critérios utilizados, o estado das candidaturas e a execução das medidas no terreno.

As tempestades que atingiram o país, com particular impacto na região Centro do país, destruíram habitações, infraestruturas e meios de subsistência, deixando muitas famílias em situação de fragilidade.

Segundo o partido liderado por André Ventura, apesar das promessas de apoio feitas após os danos, persistem relatos de atrasos, falta de informação e ausência de critérios claros na distribuição das ajudas.

A proposta aponta para situações concretas onde autarquias e entidades locais dizem não ter acesso a informação suficiente sobre candidaturas aprovadas, valores atribuídos ou processos em curso.

Há também críticas à falta de meios técnicos e humanos para avaliar os danos e acompanhar os processos, o que, na prática, acaba por atrasar a chegada dos apoios às populações.

Perante este cenário, o CHEGA defende que é essencial garantir transparência total, permitindo acompanhar de forma clara quem recebeu apoios, em que condições e com que critérios.

A iniciativa propõe assim que sejam divulgadas publicamente as decisões das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), bem como os critérios de distribuição e o estado de cada candidatura.

Para o partido que lidera hoje a oposição em Portugal, só com maior escrutínio será possível garantir justiça na atribuição dos apoios e evitar que populações afetadas fiquem sem resposta.

O projeto segue agora para apreciação na Assembleia da República.

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