Mais de 15 mil pessoas intercetadas no Mediterrâneo e devolvidas à Líbia em 2023

Um total de 15.791 migrantes foram intercetados este ano no Mar Mediterrâneo e devolvidos à Líbia, considerado um “país inseguro”, segundo o registo até 23 de dezembro, hoje publicado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

© Facebook Open Arms

 

A rota migratória do Mediterrâneo Central para a Europa, cujos principais pontos de partida são a Tunísia e a Líbia, custou a vida a 955 homens, mulheres e crianças, enquanto outras 1.316 pessoas continuam desaparecidas, o que torna este ano no mais mortal desde 2017, segundo dados da organização não-governamental (ONG) internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), também hoje citados pelas agências internacionais.

A MSF responsabilizou as políticas europeias de não-assistência e de externalização fronteiriça pelo último naufrágio na costa da Líbia, no passado dia 16, no qual morreram 61 migrantes, a maioria dos quais provenientes da Nigéria e da Gâmbia.

A ONG publicou recentemente um relatório no qual denunciou abusos e maus-tratos contra requerentes de asilo e migrantes em centros de detenção de Tripoli, a capital da Líbia, onde milhares de pessoas são detidas arbitrariamente.

As organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos contestam a expulsão para a Líbia de migrantes que chegam à Europa sem documentos, considerando tratar-se de “um país inseguro” e instaram a União Europeia (UE) e as Nações Unidas a “reverem urgentemente – e, se necessário, suspenderem – os atuais acordos de cooperação com as autoridades líbias” relativas a interceções no Mediterrâneo.

Em 2021, um total de 32.425 migrantes foram devolvidos à Líbia, e em 2022 foram 24.684, segundo dados da OIM, que estima que mais de 700 mil migrantes de cerca de 40 nacionalidades residam neste país do norte de África.

Últimas do Mundo

Duas pessoas morreram, incluindo um suspeito alvejado pelo Serviço Secreto norte-americano num tiroteio no sábado junto à Casa Branca, em Washington, noticiou a imprensa dos Estados Unidos.
Os surtos de peste suína africana aumentaram, na União Europeia (UE), 76% nos porcos e 44% nos javalis no ano passado, indicou hoje a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).
As infeções sexualmente transmissíveis atingiram níveis recorde na Europa em 2024, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC), que aponta para aumentos acentuados na gonorreia e sífilis e lacunas crescentes nos testes e prevenção.
O escândalo envolve crimes de abuso sexual, violação e violência física sobre crianças entre os três e os 10 anos em instituições de ensino da capital francesa.
O consumo global de vinho caiu 2,7% no ano passado para 208 milhões de hectolitros, atingindo mínimos de 1957, mas continua a subir em Portugal, segundo um relatório da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).
Um rapaz sírio de 17 anos suspeito de planear uma ação terrorista inspirada na ideologia do grupo Estado Islâmico (EI) foi colocado em prisão preventiva na Alemanha, anunciaram hoje as autoridades judiciais alemãs.
Os passageiros aéreos não terão direito a indemnização caso o cancelamento do voo se deva à escassez de querosene, segundo orientações hoje adotadas pela Comissão Europeia, que proíbem a aplicação de taxas adicionais sobre bilhetes.
Um barco intercetado na semana passada ao sul das ilhas Canárias levava 30,2 toneladas de cocaína a bordo, o maior carregamento desta droga jamais apreendido numa única operação policial em todo o mundo, disseram hoje as autoridades espanholas.
O presidente da companhia aérea 'low-cost' Ryanair exigiu hoje a proibição do consumo de álcool de madrugada nos aeroportos, afirmando que a transportadora é obrigada a desviar quase um avião por dia devido ao comportamento inadequado de alguns passageiros.
Um estudante de 13 anos invadiu, na terça-feira, uma escola pública na cidade brasileira de Rio Branco e disparou indiscriminadamente contra várias pessoas, deixando dois mortos e cinco feridos, informa fontes oficiais.