A cada nove horas pelo menos uma mulher é violada no Bangladesh

A organização de direitos humanos Ain o Salish Kendra realizou um estudo cujos dados revelam que, no Bangladesh, entre janeiro de 2020 e setembro de 2024, ocorreram um total de 4.787 casos de violações, o que significa que, a cada nove horas pelo menos uma mulher é vítima de estupro.

© D.R.

A análise demonstra que pelo menos duas mulheres são violadas todos os dias naquele país. Ainda assim, especialistas afirmam que os dados não refletem a gravidade da situação, uma vez que uma grande parte dos casos não chega a ser denunciada, devido à pressão social.

O advogado da Suprema Corte e presidente da ASK, ZI Khan Panna, acredita que o número real de abusos sexuais é bastante superior. Por seu lado, o advogado Jyotirmoy Barua declara que “estima que cerca de 30 em cada 100 incidentes nunca são relatados”.

Um relatório de 2024 do Fórum Nacional de Defesa de Meninas observou que, entre a agitação política no Bangladesh, os problemas das vítimas acabam por não ter cobertura mediática.

Os dados mostram ainda que, dos casos identificados, 47% das vítimas tinham entre 13 e 18 anos, “por serem mais vulneráveis.”

“A vulnerabilidade das crianças, combinada com a sua incapacidade de protestar ou de compreender a situação, torna-as alvos fáceis para os violadores que se aproveitam dessa vantagem psicológica”, afirmou.

Khushi Kabir, uma defensora dos direitos das mulheres, indica que existe falta de apoio no sistema jurídico, uma vez que as mulheres enfrentam “condições angustiantes”, pois, por norma, os casos arrastam-se em tribunal ao longo de oito a 10 anos.

No Martim Moniz, em Lisboa, onde existe uma grande comunidade do Bangladesh, este problema também se tem alargado.

Nos últimos dias vieram a público vários casos de violações, nesta zona da cidade, onde apesar de a nacionalidade ser protegida, sabe-se que os violadores são estrangeiros.

Últimas do Mundo

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.
A Tailândia recebeu, no ano passado, 57.497 turistas portugueses, um aumento de 4,93% em relação a 2024, o que constitui um recorde, de acordo com dados hoje divulgados.
Uma segunda volta nas presidenciais implica novos boletins de voto, mas alguns emigrantes portugueses poderão ter de fazer a sua escolha nos boletins da primeira volta, se os novos não chegarem a tempo, segundo fonte oficial.
As perdas económicas decorrentes de catástrofes naturais em todo o mundo caíram quase 40% em 2025, mas o panorama global dos eventos climáticos extremos continua alarmante, afirmou hoje a resseguradora Munich Re.
O aeroporto de Viena suspendeu hoje temporariamente as suas operações devido ao gelo que cobre as pistas e as áreas circundantes, após a queda de neve das últimas horas.
A empresa de energia Endesa comunicou hoje que dados de milhões de clientes em Espanha foram alvo de “pirataria” informática.
Milhares de agricultores juntaram-se este sábado, dia 10 de janeiro, em Athlone, no centro da Irlanda e em Ourense, Espanha, para protestar contra o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, de acordo com as agências AFP e EFE.
A polícia de Devon e Cornualha informou que a vítima mortal é um homem com cerca de 50 anos que morreu na noite de quinta-feira após a queda de uma árvore sobre a caravana em que se encontrava.