Clientes no mercado livre de eletricidade sobem 2,1% e consumo 5,6% em maio

O mercado liberalizado de eletricidade totalizou cerca de 5,7 milhões de clientes, para um consumo estimado de 44,6 gigawatts-hora (TWh) em maio, um aumento homólogo de 2,1% em clientes e de 5,6% em consumo.

© D.R.

Segundo os dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) hoje divulgados, o mercado livre de eletricidade ganhou mais 10.436 clientes em maio, face a abril, enquanto o mercado regulado perdeu 4.064 clientes, para um total de 831.834.

No final de maio, o consumo no mercado livre representava 95% do consumo total registado em Portugal continental.

Em termos de quota de mercado, a EDP Comercial manteve a sua posição como principal operador no mercado livre em número de clientes (60%) e em consumo (37,3%).

Já no segmento de clientes industriais, a EDP manteve-se como o comercializador com maior quota de consumo (26%) e a Iberdrola a líder no fornecimento dos grandes consumidores (26,1%).

No caso do gás natural, o mercado livre registou um número acumulado de mais de 1,1 milhões de clientes em maio, com um aumento líquido de 1.015 clientes face a abril.

Já no mercado regulado, passou a haver menos 819 do que no mês anterior, para um total de 437.983.

O consumo mensal global de gás natural foi de 2.530 GWh, aproximadamente 0,1% abaixo do registado em abril e 2,8% abaixo do registado em maio de 2024, com o consumo no mercado livre a representar, no mês em análise, cerca de 95,4% do consumo total registado em Portugal continental.

A Galp manteve a sua liderança no segmento de clientes industriais (34,9%) e no segmento de grandes consumidores (57,5%), enquanto a EDP manteve a liderança no segmento das pequenas e médias empresas (39%) e no segmento residencial (38,4%).

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.