Atendimento digital e sem marcação falha nos serviços públicos

Atendimento aos cidadãos nos serviços públicos de forma exclusivamente digital, tempos de espera excessivos, falta de recursos humanos, falta de formação adequada e condições deficitárias das instalações são as principais "falhas críticas" apontadas pela Provedoria de Justiça.

© Folha Nacional

O relatório de seguimento sobre o atendimento ao cidadão nos serviços públicos, divulgado hoje, cerca de ano e meio após a publicação de um primeiro documento com 25 recomendações, sublinha a “persistência de falhas críticas”, designadamente no atendimento presencial sem marcação, mas também de “melhorias importantes”, como a centralização digital através do portal do Governo gov.pt.

Para a Provedoria, registaram-se avanços “na apresentação e transparência de informação sobre atendimento ao público em alguns canais digitais, bem como na adoção de novos modelos de atendimento presencial”.

A integração e reforço de soluções tecnológicas para o atendimento é igualmente salientada no relatório, assim como a realização de obras para melhorar os espaços físicos dos serviços públicos.

No que toca às falhas ainda detetadas, aquele organismo destaca que o atendimento presencial sem marcação não é garantido de forma consistente, considerando, também, que o facto de o atendimento digital nem sempre ser assegurado “gera situações de desconsideração das garantias do cidadão face à Administração”.

Os tempos de espera longos, “com monitorização insuficiente e desigual”, as práticas “deficitárias” e “não uniformes” no atendimento a pessoas vulneráveis, a falta de recursos humanos e “a ausência de formação específica para funções de atendimento” são outras falhas apontadas.

O relatório procura ainda atualizar a informação e aferir o grau de adoção das recomendações feitas no documento anterior pelas entidades analisadas, que se mantêm as mesmas: Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE, ex-AMA), Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS), Instituto dos Registos e Notariado (IRN) e Instituto da Segurança Social (ISS).

Últimas do País

Uma criança de apenas cinco anos viveu momentos de terror na noite de domingo, na Cova da Moura, depois de um homem ter invadido a sua casa, raptado a menor e barricando-se com ela numa divisão. A rápida intervenção da PSP evitou o pior.
Mais de metade das pessoas recorrem à automedicação, segundo um estudo hoje divulgado, que mostra uma prática mais disseminada do que se pensa e também usada na saúde mental, sendo que a maioria não diz ao médico.
A PSP identificou, ao longo de 2025, nos concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP), 56 alojamentos ilegais ocupados por cerca de 900 cidadãos estrangeiros, indicou esta terça-feira a direção nacional desta polícia.
As dificuldades de acesso aos cuidados de saúde estão a reduzir as probabilidades de uma pessoa recorrer exclusivamente ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, depois de optar pelo privado, quem tem mais recursos dificilmente regressa ao sistema público.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta segunda-feira, em Lisboa, um homem de 37 anos suspeito da prática de crimes de abuso sexual de crianças, alegadamente cometidos contra dois menores, de sete e 11 anos, em dezembro de 2025.
O Sistema de Entradas e de Saídas (EES) sofreu alterações técnicas e 24 militares da GNR reforçaram o controlo de passageiros. Teste servirá para fazer avaliação, voltando depois o EES a ser suspenso.
Dois idosos foram hoje transportados ao hospital depois de, juntamente com mais quatro pessoas, terem sido retiradas de um prédio, na rua da Picaria, no Porto, onde deflagrou um incêndio disse à Lusa fonte municipal.
Dois médicos foram condenados a pagar uma multa de seis mil euros, cada um, pela morte de um recém-nascido cerca de cinco horas após o parto no Centro Materno Infantil do Norte, segundo uma sentença consultada hoje pela Lusa.
Os cinemas portugueses registaram no ano passado 10,9 milhões de espectadores, uma quebra de 8,2% face a 2024, revelou hoje o Instituto do Cinema e Audiovisual, que é o pior número desde 1996, sem contar com a pandemia.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) apreendeu nos últimos seis anos 19.005 armas, destacando-se as pistolas (8.086), em operações especiais de prevenção criminal, informou hoje aquela força de segurança.