CHEGA consegue acordo com PSD e o país vai ter uma nova lei da nacionalidade

O PSD e o CHEGA alcançaram um acordo que viabiliza a aprovação de uma nova Lei da Nacionalidade, após várias cedências de parte a parte durante as negociações.

© Folha Nacional

A proposta prevê o aumento do tempo mínimo de residência exigido para a naturalização, mantendo regras mais flexíveis para cidadãos da CPLP e da União Europeia. Introduz ainda a possibilidade de perda da nacionalidade em casos de crimes graves ou de obtenção fraudulenta, embora essa decisão passe a depender de um tribunal, afastando a ideia inicial de perda automática. As novas regras não terão efeito retroativo, pelo que os pedidos de nacionalidade já submetidos não serão afetados.

O CHEGA considera o acordo uma vitória política, defendendo que traz maior rigor à atribuição da nacionalidade portuguesa. Já o PSD destaca que assegurou a conformidade constitucional das alterações introduzidas.

“Chegámos a acordo. É um passo relevante para termos uma lei da nacionalidade mais justa e rigorosa. A outra hipótese seria não haver lei da nacionalidade, que era o que a esquerda pretendia. É necessário ter meios de subsistência para poder pedir a nacionalidade. Não conseguimos ainda que todos perdessem a nacionalidade após cometerem crimes graves, mas temos esperança de o alcançar”, declarou André Ventura, Presidente do CHEGA, aos jornalistas esta terça-feira.

O texto segue agora para votação final na Assembleia da República e, se aprovado, será remetido para promulgação pelo Presidente da República. A sua entrada em vigor representará a mais significativa revisão da Lei da Nacionalidade em mais de uma década.

[Notícia atualizada às 11:33]

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA critica o aumento dos encargos fiscais, incluindo o IMI, e acusa o Executivo de não romper com as políticas socialistas, defendendo medidas que permitam aliviar os rendimentos das famílias.
André Ventura considera que o Orçamento do Estado para 2027 não responde ao aumento dos custos da habitação, da alimentação e dos combustíveis. "Este é um Orçamento do Estado em que o Governo não consegue reconhecer o momento de dificuldade que os portugueses vivem", afirmou o líder do CHEGA.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (PS), defendeu um bloco central entre PS e PSD para travar o CHEGA. Partido liderado por André Ventura poderá mesmo vencer as próximas eleições.
Isaltino Morais admite que André Ventura possa chegar a primeiro-ministro e aponta uma aproximação entre PS e PSD como forma de travar esse cenário. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras defendeu uma convergência entre os dois partidos para impedir a chegada do líder do CHEGA ao Governo.
PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.