Volume do crédito à habitação cresce 9,8% para 110.100 milhões em novembro

O valor dos empréstimos à habitação cresceu 9,8% em novembro face a novembro de 2024, pelo 23.º mês consecutivo, com o ‘stock’ do crédito a totalizar 110.100 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal.

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De acordo com as estatísticas do Banco de Portugal (BdP) sobre empréstimos e depósitos relativos a novembro de 2025, o montante do crédito à habitação concessão a clientes particulares está a crescer há quase dois anos, desde janeiro de 2024.

Relativamente a outubro, o ‘stock’ de empréstimos para habitação aumentou 983 milhões de euros, totalizando 110.073,3 milhões de euros no final de novembro, situando-se o banco central.

Em comparação com novembro de 2024, o volume do crédito cresceu 9,8% em termos anuais, acelerando em relação ao que se passou em outubro, mês em que a variação anual foi de 9,4%.

Com isso, manteve-se a “trajetória de evolução observada desde janeiro de 2024”, indica o BdP.

Os dados do banco central permitem igualmente ver que os montantes de empréstimos ao consumo e outros fins concedidos a clientes particulares “aumentou 144 milhões de euros em relação a outubro”, passando para cerca de 33.500 milhões de euros.

“A taxa de variação anual foi de 7,9% (igual à observada no mês anterior), estabilizando nos 7,2% nos empréstimos para consumo e aumentando para 9,2% nos empréstimos para outros fins”, refere o BdP.

Ao todo, o montante dos empréstimos aos particulares, somando o crédito à habitação, ao consumo e outros fins, cresceu 9,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Nos empréstimos a empresas o crescimento é menor. Em novembro, a variação em termos anuais foi de 4,3%, “estabilizando-se relativamente ao mês de outubro”.

De acordo com o banco central, no final de novembro, o ‘stock’ de empréstimos dos bancos às empresas ascendeu a 74.000 milhões de euros, “mais 194 milhões do que no final de outubro”.

“As microempresas e as pequenas empresas mantiveram taxas de variação anual positivas (13,6% e 4,2%, respetivamente). Já os empréstimos às médias e grandes empresas apoiaram a apresentar taxas de variação anual negativas (-1,4% e -0,8%, respetivamente)”, indica o BdP.

As tendências são diferentes de setor para setor de atividade. “O crédito ao setor da construção e atividades imobiliárias manteve uma taxa de variação anual de 8,6%. Já o setor das indústrias e eletricidade voltou a registar uma ligeira redução, passando de 1,1% em outubro, para 0,9% em novembro”, situa o banco central.

“Nos setores do comércio, transportes e alojamento, a taxa de variação anual foi de 3,7% (3,5% em outubro), embora com comportamentos diferenciados: o crédito ao alojamento e restauração e o crédito ao comércio aumentou em relação ao mês homólogo 5,4% e 5,3%, respetivamente, enquanto o crédito ao setor dos transportes e armazenamento mantém 3,0% (-3,1% em outubro)”, refere ainda.

Os dados hoje divulgados pelo BdP permitem ver igualmente como evoluíram os depósitos dos particulares nos bancos residentes em Portugal. O ‘stock’ totalizou 199.900 milhões de euros no final de novembro, mais 2.436 milhões do que em outubro.

A variação, diz o BdP, “refletiu um aumento de 1.888 milhões de euros nas responsabilidades à vista (constituídas quase na totalidade por depósitos à ordem) e um aumento de 549 milhões nos depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso)”.

O montante dos depósitos de particulares cresceu 4,4%, ao mesmo ritmo de outubro, estabilizando “no crescimento mais baixo verificado em mais de um ano”, o que o BdP admite que “poderá estar associado às contribuições destes depósitos e ao aumento das subscrições líquidas de certificados de aforro e da detenção de unidades de participação em fundos de investimento”.

Já o ‘stock’ de depósitos das empresas ascendeu em novembro a 74.700 milhões de euros, mais 111 milhões do que em outubro, com uma taxa de crescimento anual de 10,7%, inferior a outubro (11,5%).

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