Acusado de matar Manu fica em silêncio no julgamento. Jovem tinha 19 anos

O homem, de 28 anos, acusado de esfaquear mortalmente um jovem junto ao Bar Académico da Universidade do Minho em abril de 2025, em Braga, não vai prestar declarações durante o julgamento, indicou hoje o seu advogado.

© D.R.

O suspeito “já falou em primeiro interrogatório judicial, já falou no interrogatório complementar, e hoje não vai prestar declarações nem vai falar durante o julgamento. É previsível que não volte a falar durante o julgamento”, revelou Falé de Carvalho aos jornalistas, à entrada do Tribunal de Braga, minutos antes do arranque do julgamento, sob fortes medidas de segurança, tanto no exterior como no interior do tribunal.

O arguido, que se encontra sujeito à medida de coação de prisão preventiva, está acusado pelo Ministério Público (MP) dos crimes de homicídio qualificado de um jovem, de 19 anos, e de detenção de arma proibida.

Falé de Carvalho deu ainda conta de que o seu constituinte já recebeu ameaças, antes e depois de já estar na cadeia, sublinhando que a equipa jurídica que defende o arguido também já foi alvo de “alguns avisos” por terceiros.

O advogado admitiu, inclusive, pedir proteção policial ao coletivo de juízes, caso se justifique.

Na sessão de hoje está previsto que o tribunal ouça os testemunhos de vários inspetores da Polícia Judiciária (PJ) e de uma “testemunha ocular”, que acompanhava a vítima mortal na madrugada de 12 de abril de 2025.

Segundo a acusação do MP, os factos começaram às 01h18, num dos espaços interiores do Bar Académico da Universidade do Minho, quando a vítima confrontou um dos elementos que integravam o grupo do arguido, por ter tido a perceção de que um deles teria adulterado a bebida de uma jovem cliente do estabelecimento.

Posteriormente, já na via pública, em frente ao bar, “iniciou-se uma contenda, com confrontos físicos”.

“Nesse contexto, o arguido, na posse de uma faca e empunhando e brandindo a mesma, avançou de encontro ao ofendido, que estava desarmado e, uma vez junto deste, desferiu-lhe três golpes, atingindo-o mortalmente”, acrescenta a acusação.

O MP requereu a aplicação ao arguido, de nacionalidade brasileira, da pena acessória de expulsão de Portugal.

No processo, a família da vítima pede uma indemnização de 750 mil euros.

Últimas do País

Estava condenado a quatro anos de prisão na Bélgica e era procurado pelas autoridades daquele país. Um homem de 56 anos foi localizado e detido pela Polícia Judiciária, esta quinta-feira, na zona de Loures, por factos relacionados com um crime de branqueamento.
A GNR apreendeu uma pistola, uma caçadeira, três carabinas de ar comprimido, uma catana, um punhal, um bastão e mais de 800 munições e cartuchos. O suspeito foi detido e presente ao Tribunal Judicial de Santarém.
Três homens, com idades entre 24 e 31 anos, foram detidos pela PSP por furto no interior de uma residência em Lagos, distrito de Faro, tendo dois deles sido intercetados após perseguição pelo lesado, foi hoje anunciado.
A Linha Nacional de Prevenção do Suicídio recebeu cerca de 25.600 chamadas no primeiro ano de atividade, das quais quase 700 correspondiam a situações de risco iminente de suicídio, avançou hoje à Lusa o coordenador clínico do serviço.
Carlos Mendonça, antigo presidente da Câmara Municipal do Nordeste eleito pelo PS, foi condenado a 10 anos de prisão e a 300 dias de multa. O tribunal deu como provados crimes de peculato, falsificação de documento e abuso de poder num processo relacionado com a utilização de dinheiros públicos.
O ex-presidente do Colégio de Competência em Emergência Médica Vítor Almeida alertou hoje que mais de 22 mil ocorrências de nível P1, situações associadas a risco de vida iminente, continuam sem socorro adequado.
Metade dos alunos inscritos para a época extraordinária dos exames nacionais do ensino secundário faltou às provas, segundo dados do Ministério da Educação, que registaram uma taxa de desistência de 49,6%.
Uma sondagem da Aximage indica que 55% dos inquiridos aprovam a iniciativa apresentada pelo CHEGA e as razões que levaram o partido de André Ventura a censurar o Governo.
A ministra da Justiça reconheceu hoje dificuldades nas cadeias, com mais de 13.700 presos e 55 mortes só este ano, e voltou a garantir que uma ala do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) encerra ainda este ano.
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) aplicou quase meio milhão de euros de coimas no primeiro semestre deste ano, referentes a 143 processos de contraordenação instaurados no âmbito da supervisão de estabelecimentos de saúde.