CHEGA governa em quatro das maiores Câmaras Municipais do país

Com apenas seis anos de existência, o partido de André Ventura tornou-se determinante em Lisboa, Sintra, Gaia e Cascais. Sem precisar de vencer, passou a ser a chave das maiorias.

© Folha Nacional

Nas últimas eleições autárquicas, o CHEGA conquistou três câmaras municipais, sendo Albufeira a mais populosa entre elas. Porém, a verdadeira dimensão política do partido não se esgotou nas presidências alcançadas. Em menos de meia década desde a sua fundação, relata o ECO Online, o CHEGA alcançou algo que muitos partidos demoraram décadas a conquistar: capacidade de influência real nas maiores autarquias do país.

Em quatro dos cinco maiores municípios portugueses — Lisboa, Sintra, Vila Nova de Gaia e Cascais — os mandatos conquistados pelo partido liderado por André Ventura revelaram-se determinantes para a formação e consolidação de maiorias.

Em Sintra, foi celebrado um acordo de governação entre Marco Almeida e a vereadora do CHEGA, Rita Matias, assegurando estabilidade ao executivo municipal. A decisão teve impacto político interno nas coligações adversárias, mas consolidou o peso do partido na governação local.

Em Lisboa, Carlos Moedas iniciou o mandato com um executivo minoritário. Meses depois, a vereadora eleita pelo CHEGA, Ana Simões da Silva, passou a integrar o executivo enquanto independente, garantindo a maioria absoluta na capital. O eleitorado do CHEGA foi, assim, decisivo na estabilidade governativa da maior autarquia do país.

Em Vila Nova de Gaia, o mandato eleito pelo CHEGA permitiu consolidar a maioria liderada por Luís Filipe Menezes, com atribuição de pelouros e reforço da governação municipal.

Em Cascais, a integração do vereador eleito pelo CHEGA no executivo redefiniu o equilíbrio político local e assegurou maioria à coligação liderada por Nuno Piteira Lopes.

Estes desenvolvimentos demonstram que, apesar da juventude do partido, o CHEGA alcançou um patamar de influência que o coloca como força determinante no poder autárquico nacional, salienta o ECO Online. Não se trata apenas de presença simbólica, mas de impacto direto nas decisões executivas das principais cidades portuguesas.

Seis anos depois da sua fundação, o CHEGA deixou de ser apenas uma força emergente. Passou a ser um protagonista na arquitetura das maiorias locais e um fator decisivo na governação de municípios que representam uma parte significativa da população portuguesa.

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