Doenças do aparelho circulatório e tumores malignos causaram quase metade das mortes em 2024

As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos causaram quase metade das mortes em Portugal em 2024, ano em que morreram 119.046 pessoas, um aumento de 0,1% face a 2023, revelou hoje o INE.

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De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), os acidentes vasculares cerebrais (AVC) estiveram na origem de 9.007 óbitos de residentes no país (7,6% do total) e as doenças isquémicas do coração causaram a morte a 6.470 pessoas (5,5% do total).

As mortes por AVC continuaram a atingir principalmente as mulheres, com uma relação de 78,7 óbitos de homens por cada 100 óbitos de mulheres, “apesar da melhoria relativa da condição feminina em relação ao ano anterior (79,7)”, de acordo com os dados publicados online.

Em 2024, “perderam-se 9.710 anos potenciais de vida”, devido às doenças cerebrovasculares, valor acima do verificado no ano anterior (9.420), indicou o INE.

Já o número médio de anos potenciais de vida perdidos foi de 9,9 anos, contra 9,3 no ano anterior.

Entre os tumores malignos, destacaram-se 4.488 mortes provocadas por tumores da traqueia, brônquios e pulmão, que representaram 3,8% do total de mortes de residentes.

Os tumores malignos do cólon, reto e ânus representaram 3,0% da mortalidade dos residentes em 2024, com 3.564 óbitos, menos 2,1% do que no ano anterior, segundo a mesma fonte.

De acordo com a análise do INE, aumentaram sobretudo as mortes por doenças do aparelho respiratório, que causaram 14.022 óbitos, mais 7,0% do que no ano anterior e conduzindo a um aumento da taxa de mortalidade de 123,9 por 100.000 habitantes, em 2023, para 131,1 por 100.000 habitantes, em 2024.

“Cerca de 26% do aumento das mortes causadas por doenças do aparelho respiratório ficou associado ao aumento das mortes por pneumonia, com 5.283 óbitos, em 2024”, referiu o INE no habitual Destaque.

O Instituto assinalou também que as mortes verificadas em 2024 representam um aumento de seis por cento face ao período anterior à pandemia de covid 19 ((112.334, em 2019).

Do total de mortes no país em 2024, 118.396 foram de residentes em Portugal (99,5% do total) e 650 de residentes no estrangeiro (0,5% do total).

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