Alojamento local com quebra diária de 2.700 reservas

©D.R.

Portugal registou uma quebra de perto de 2.700 reservas por dia no verão de 2020 em alojamento local devido à pandemia de covid-19, só vindo a recuperar a partir de novembro de 2021, segundo um estudo hoje divulgado.

O estudo “Impact of Covid-19 on Tourism and Hospitality: Evidence from Airbnb”, desenvolvido pela Nova School of Business and Economics em 2020 e que analisa o impacto da covid-19 nas estadias em alojamento local (AL), foi divulgado com uma atualização de novos indicadores relativos ao ano de 2021.

A análise dá conta de que no verão de 2020 se assistiu a uma quebra de, em média, 2.688 reservas por dia, tendo os anfitriões da plataforma Airbnb baixado os seus preços, também em média, até 11 euros por noite.

Desta forma, houve uma perda de rendimentos deste tipo de alojamento, especialmente durante os meses de verão, “de aproximadamente 212,79 milhões de euros”.

De acordo com o estudo, a partir de novembro de 2021, observou-se “uma forte recuperação do número de reservas, preços médios e receita face ao período homólogo de 2020”, e um aumento do número de reservas “que se revelou superior ao observado antes da pandemia”.

“Durante este último período, os preços estabelecidos pelos anfitriões da Airbnb também aumentaram (em média 19 euros por noite), resultando num impacto positivo nas receitas, que foram mais elevadas nos meses finais de 2021 do que nesses mesmos meses em 2019”, é referido.

O estudo considera agora a comparação da performance do Airbnb nas cidades mais turísticas de Portugal e Espanha, desde o início da pandemia e até ao final de 2021.

Em relação a Espanha, e na sequência do anúncio da pandemia, também se verificou, entre outubro e novembro de 2020, uma quebra no número de reservas, que resultou numa perda aproximada de 5.025 reservas diárias.

A diminuição do número de reservas provocou em Espanha “uma perda de 273,34 milhões de euro no total das receitas, sendo que, na sequência da flexibilização das medidas sanitárias, entre os meses de junho e setembro de 2021, se assistiu a uma recuperação gradual registando-se, nessa altura, um aumento dos preços listados em Airbnb, (em média 23 euros por dia)”.

Os dados analisados no relatório permitiram aferir que as dinâmicas do turismo apresentaram padrões semelhantes em Portugal e em Espanha, verificando-se, em ambos os países, uma recuperação nos últimos meses de 2021.

Espanha teve uma recuperação mais rápida, tanto nas reservas diárias como nas receitas, atingindo no terceiro trimestre de 2021 níveis semelhantes, ou mesmo superiores, aos registados antes da pandemia.

Portugal revelou uma recuperação mais lenta e apenas no quarto trimestre de 2021 apresentou um padrão semelhante de recuperação.

A análise dá conta ainda de uma diferença nos dois países: enquanto em Portugal os anfitriões reagiram aos níveis mais baixos de reservas, diminuindo os preços de listagem numa média de 11 euros por noite, em Espanha os anfitriões atuaram em sentido inverso, aumentando os preços, ao longo de toda a pandemia, em média, 23 euros por noite.

No entanto, em Portugal, os anfitriões já passaram a listar preços mais altos para as suas propriedades na Airbnb nos últimos meses de 2021.

Três anos após o início da pandemia, o setor está a recuperar o seu ritmo em várias cidades de Portugal e Espanha, com a possibilidade de um futuro mais otimista, no contexto pós-pandémico.

Últimas de Economia

O consumo de energia elétrica abastecido a partir da rede pública atingiu em 2025 o valor mais elevado de sempre no Sistema Elétrico Nacional (SEN), de acordo com dados divulgados hoje pela Redes Energéticas Nacionais (REN).
O número total de compras realizadas entre 01 e 24 de dezembro aumentou 8% face a 2024, tendo as compras no comércio ‘online’ crescido 19%, segundo dados da SIBS Analytics divulgados hoje.
A taxa de inflação no conjunto de 2025 terá sido de 2,3%, segundo a estimativa rápida do INE divulgada hoje, após em 2024 terá sido de 2,4%.
A TAP chega ao final de 2025, dados previstos para concluir o plano de reestruturação acordado com Bruxelas, com grande parte das medidas realizadas, mas com compromissos ainda por cumprir, abrindo a porta a um eventual alargamento do calendário.
O esclarecimento surge depois de esta manhã o Ministério do Trabalho ter indicado que os aumentos das pensões para o próximo ano só seriam pagos a partir de fevereiro "e com retroativos a janeiro".
A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP recomprou 900 milhões de euros de dívida pública, num nível de “excesso de liquidez da tesouraria do Estado”, segundo foi hoje anunciado.
O valor do indexante dos apoios sociais (IAS) para o ano de 2026 é de 537,13 euros, de acordo com uma portaria publicada hoje em Diário da República.
O número de trabalhadores em ‘lay-off’ aumentou 19,2% em novembro, em termos homólogos, e aumentou 37,3% face a outubro, para 7.510, atingindo o número mais elevado desde janeiro, segundo dados da Segurança Social.
A Autoridade da Concorrência (AdC) vai intensificar em 2026 o combate a cartéis, com especial enfoque na contratação pública, segundo as prioridades de política de concorrência hoje divulgadas.
O valor médio da construção por metro quadrado que é tido em conta no cálculo do IMI vai subir 38 euros em 2026, passando dos actuais 532 euros para 570, segundo uma portaria hoje publicada em Diário da República.