Família ganha milhões com esquema que rendeu mais de quatro milhões e dinheiro passava por contas de crianças

Ministério Público acusa família de explorar financeiramente 25 vítimas através de empréstimos ilegais. Algumas perderam património para pagar dívidas inflacionadas.

© DR

Uma família e um amigo próximo foram acusados pelo Ministério Público do Porto de integrar um alegado esquema de usura que terá rendido mais de 4,2 milhões de euros. Segundo a acusação, consultada pelo Correio da Manhã (CM), os suspeitos concediam empréstimos com juros elevados a pessoas em dificuldades financeiras, muitas das quais acabaram por perder casas e carros.

O esquema terá começado em 2006 e funcionava a partir de um gabinete na Póvoa de Lanhoso. As investigações identificaram 25 vítimas. Em vários casos, os lesados assinavam confissões de dívida com valores muito superiores ao montante realmente recebido, incluindo juros considerados exorbitantes.

Entre as situações descritas no processo está a de um homem que terá entregado um apartamento avaliado em cerca de 350 mil euros, no Funchal, para liquidar um empréstimo de 75 mil euros. Outra vítima perdeu o apartamento herdado dos pais.

Segundo o Ministério Público, os arguidos criaram empresas ligadas ao imobiliário e ao comércio automóvel para ocultar património e dissimular a origem do dinheiro obtido. Parte das verbas terá sido movimentada através de contas bancárias abertas em nome de três filhos menores, uma delas criada quando a criança ainda era bebé.

A investigação arrancou em 2014 e analisou movimentos financeiros até 2018, relata o CM. Os seis principais arguidos respondem agora por crimes de usura, burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais. Outros dois suspeitos e oito empresas foram também acusados de branqueamento.

O caso segue agora para julgamento.

Últimas do País

Dois jovens, de 16 e 20 anos, foram detidos e um outro, de 14, foi identificado pela Guarda Nacional Republicana (GNR) por furto de palha no interior de uma propriedade agrícola, em Serpa. Foram encontrados a abandonar o local "numa carroça".
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma "taxa moderadora".
O homem de 45 anos detido em Lisboa por suspeitas de sete crimes de abuso sexual de menores sobre a sua sobrinha de 16 anos, ficou em prisão preventiva, informou esta segunda-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).
Quinze concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Guarda e Faro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, que prevê temperaturas acima dos 30 graus no interior do país.
A PSP deteve 38 pessoas e registou 2.303 crimes relacionados com furtos no interior de residências no primeiro semestre deste ano, uma diminuição comparativamente ao período homólogo de 2025, segundo dados divulgados hoje pela força de segurança.
André Ventura reforçou a liderança da oposição e surge destacado na preferência dos portugueses, mais do que duplicando a votação obtida por José Luís Carneiro.
André Ventura garante que não se deixará intimidar pela queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu e reafirma que continuará a denunciar aquilo que considera serem decisões incompreensíveis da Justiça.
Os preços aplicados pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão subir, pela primeira vez em 15 anos, entre cinco e 10 cêntimos, dependendo das zonas, segundo uma proposta que vai à próxima reunião camarária.
O ministro da Presidência escusou-se esta sexta-feira, 17 de julho, a estabelecer uma meta horária para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, mas não afastou a possibilidade de ocorrer após o horário de funcionamento das secretarias das escolas.