CHEGA questiona Governo sobre fecho das urgências de obstetrícia no Barreiro e Vila Franca de Xira

O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.

© D.R.

Na iniciativa a que o Folha Nacional teve acesso, os deputados do partido liderado por André Ventura pedem esclarecimentos sobre os fundamentos da decisão do Ministério da Saúde e sobre as consequências para o acesso das populações a cuidados de saúde materna.

Segundo o documento, o encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro implicará o encaminhamento das grávidas para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, enquanto as utentes do Hospital de Vila Franca de Xira passarão a ser referenciadas para o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

O partido que lidera a oposição em Portugal afirma que a medida tem gerado contestação entre autarcas, profissionais de saúde e utentes das regiões abrangidas. Na Península de Setúbal, nove autarcas entregaram esta semana uma carta no Ministério da Saúde em que manifestam oposição ao encerramento da urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro, classificando a decisão como incompreensível.

De acordo com os eleitos locais, entre 2014 e 2024 foram realizados mais de 16 mil partos naquela unidade hospitalar, número que, defendem, demonstra a relevância do serviço para a população da região.

Também os autarcas dos cinco municípios da área de influência do Hospital de Vila Franca de Xira, que serve cerca de 250 mil pessoas, alertaram para os riscos da decisão e enviaram um manifesto ao Ministério da Saúde onde classificam o encerramento como “da maior gravidade”.

Na pergunta parlamentar, o CHEGA questiona ainda se autarcas e profissionais de saúde foram envolvidos no processo de decisão e que avaliações técnicas sustentam o encerramento dos dois serviços.

Os deputados do partido levantam igualmente preocupações quanto às distâncias que algumas grávidas poderão ter de percorrer em situação de urgência para chegar às unidades hospitalares de referência, pedindo ao Governo garantias sobre a capacidade de resposta dos hospitais que irão receber estes casos.

A pergunta parlamentar foi entregue a 3 de março, tendo agora o Governo um prazo máximo de 30 dias para responder.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.
PSD e PS aprovaram, na especialidade, alterações ao regime de fiscalização do Tribunal de Contas que incluem o afastamento do visto prévio em determinados procedimentos. André Ventura acusa os dois partidos de enfraquecerem o controlo da despesa pública e classifica a decisão como uma “via verde para a corrupção”.
André Ventura questionou esta terça-feira a permanência de Luís Neves à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência das acusações feitas pelo antigo secretário-geral Ricardo Carrilho. O presidente do CHEGA falou em suspeitas de pressões para a prática de ilegalidades, questionou a gestão de 26 milhões de euros destinados ao SIRESP e prometeu impedir que a comissão parlamentar de inquérito seja bloqueada.
O Livre tentou impedir André Ventura de presidir à comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves, alegando um possível conflito de interesses relacionado com o assalto ao gabinete do líder do CHEGA. O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que rejeitou os argumentos apresentados e não identificou qualquer impedimento legal.
André Ventura anunciou, esta sexta-feira, a recandidatura à liderança do CHEGA, durante o Conselho Nacional do partido, em Lisboa. Perante uma estrutura que afirma ter atingido os 100 mil militantes, garantiu que o CHEGA será o maior partido do país, atacou os interesses instalados e deixou um aviso: “Quem nos vai travar? Bruxelas? A imprensa? Não! Só nós nos podemos travar!”
André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".
André Ventura acusou esta quinta-feira PS e PSD de bloquearem a investigação parlamentar aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. No debate de urgência na Assembleia da República, o presidente do CHEGA apontou diretamente a Aguiar-Branco e denunciou aquilo que considera ser uma tentativa de proteger o atual ministro da Administração Interna do escrutínio parlamentar.