Auditoria às contratações de Isaltino chumbada após caso de almoços pagos com dinheiro público

A proposta do CHEGA para a realização de uma auditoria independente às contas e contratações da Câmara Municipal de Oeiras foi chumbada, poucos dias depois de ter sido conhecida a acusação do Ministério Público que envolve Isaltino Morais e mais 22 arguidos por alegado uso indevido de cerca de 150 mil euros em despesas com refeições.

© Facebook | Isaltino Morais

A iniciativa surgiu precisamente na sequência desse caso, que veio colocar novamente em causa a gestão de dinheiros públicos no município liderado por Isaltino.

O CHEGA defendia uma auditoria externa e independente aos processos de contratação da autarquia, com o objetivo de garantir transparência e apurar eventuais irregularidades.

No entanto, a proposta foi rejeitada, segundo apurou o Folha Nacional. Na votação, apenas o CHEGA votou a favor. INOV, o movimento liderado por Isaltino Morais, PS, Evoluir Oeiras (coligação que junta Livre e Bloco de Esquerda), Iniciativa Liberal, PCP e PAN votaram contra, inviabilizando a realização da auditoria.

No mesmo contexto político, foi também votada uma moção de censura apresentada pelo CHEGA ao executivo municipal. Aqui, o partido voltou a votar a favor, enquanto a Iniciativa Liberal optou pela abstenção. Já INOV, PS, Evoluir Oeiras, PCP e PAN votaram contra, garantindo a continuidade do executivo.

A moção de censura foi justificada com base na acusação do Ministério Público, que aponta para alegadas despesas indevidas em refeições pagas com dinheiros públicos, num total que ronda os 150 mil euros.

Para o CHEGA, sabe o Folha Nacional, estes factos justificavam não só a censura política ao Executivo como também a necessidade de uma investigação independente às práticas de gestão da autarquia.

Ainda assim, a maioria dos partidos optou por rejeitar ambas as iniciativas, travando quer a queda do executivo, quer o avanço de uma auditoria externa.

O caso promete continuar a marcar a vida política em Oeiras, numa altura em que a acusação judicial levanta novas dúvidas sobre a utilização de recursos públicos e a transparência na gestão municipal de Isaltino.

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