O requerimento foi aprovado com os votos a favor do CHEGA e da IL, enquanto PS e PSD optaram pela abstenção. Os restantes partidos não estiveram presentes na votação, de acordo com documento enviado ao Folha Nacional.
Em causa estão dúvidas levantadas sobre contratos assinados pelo Estado português com farmacêuticas, nos quais são reconhecidas incertezas quanto à segurança e eficácia das vacinas, nomeadamente no que diz respeito aos efeitos a longo prazo.
O partido liderado por André Ventura quer agora ouvir responsáveis políticos e entidades técnicas para esclarecer que informação era conhecida durante a pandemia e o que foi transmitido à população.
Entre as entidades a chamar ao Parlamento está o Infarmed, enquanto autoridade responsável pela avaliação e monitorização da segurança dos medicamentos em Portugal, incluindo o registo de reações adversas.
De acordo com o mesmo documento, foi aprovada a audição da ex-ministra da Saúde, Marta Temido, e da antiga Direção-Geral da Saúde, Graça Freitas, que deverão ser chamadas à Comissão de Saúde para esclarecer questões relacionadas com a transparência contratual das vacinas contra a covid-19.
Além disso, está previsto que no início de abril a comissão parlamentar comece a ouvir vítimas que alegam ter sofrido efeitos adversos das vacinas contra a covid-19, num momento que poderá trazer novos testemunhos para o centro do debate político.
O CHEGA considera que estas audições são fundamentais para apurar responsabilidades e garantir transparência sobre todo o processo, desde a contratação das vacinas até à gestão dos seus efeitos, lê-se no mesmo documento.