O número de vítimas mortais nas estradas portuguesas registou um aumento expressivo no arranque de 2026, com 137 mortos entre 1 de janeiro e 9 de abril, mais 36% face ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), consultados pelo Correio da Manhã. O agravamento acompanha uma subida significativa da sinistralidade, com mais de 42 mil acidentes registados, traduzindo um crescimento de 14,4% em relação a 2025.
Apesar do aumento das mortes, o número de feridos graves manteve-se praticamente inalterado, enquanto os feridos ligeiros registaram uma ligeira descida. Ainda assim, os dados confirmam uma tendência preocupante: Portugal já ultrapassa os níveis de mortalidade rodoviária registados antes da pandemia.
A situação ganhou particular relevância durante a operação Páscoa, que resultou em 20 mortos nas estradas, levando o ministro da Administração Interna a prometer medidas para travar o agravamento do cenário.
Paralelamente, os indicadores de criminalidade rodoviária também estão em alta. De acordo com o mais recente Relatório Anual de Segurança Interna, foram registados mais de 38 mil crimes, com destaque para o aumento significativo de detenções por condução sem habilitação legal, bem como infrações relacionadas com o consumo de álcool e condução perigosa.