Árvores caídas em Leiria podem não ser retiradas até fim de junho

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, a mais afetada pelo mau tempo, admitiu hoje que as árvores que ainda estão caídas podem não ser retiradas até final de junho, apesar dos esforços.

© LUSA

“Parece-nos que, até 30 de junho, vai ser difícil retirar todo o material [lenhoso]”, afirmou Jorge Vala, que hoje foi ouvido no Parlamento, na Comissão da Reforma do Estado e Poder Local.

O também presidente da Câmara de Porto de Mós disse aos deputados que estão a ser assinados protocolos “com caráter de urgência com o Ministério da Agricultura [Secretaria de Estado das Florestas] para avançar com a retirada, com a brevidade possível”, do material lenhoso.

“Faltam-nos operadores. Estamos a procurar encontrar soluções com o Exército, com o ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas] e com os equipamentos em que o ICNF investiu”, contou.

Jorge Vala garantiu, no entanto, que até 30 de junho, “de certeza absoluta, serão desimpedidos os acessos, que é uma preocupação muito grande dos operacionais da Proteção Civil e da GNR”.

No dia 08 de abril, o Governo apresentou, em Leiria, o Comando Integrado de Prevenção e Operações, estrutura de coordenação para reduzir o risco de incêndios rurais antes do verão, num ano em que há milhares de árvores caídas devido às tempestades.

O centro de comando avançado da proteção civil que serve de sede ao Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) está instalado em Leiria e tem como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.

A deputada do PS Catarina Louro defendeu que este comando “não deveria ter só a perspetiva da prevenção, mas também do combate”, e que deveria vigorar “até outubro/novembro, porque vêm aí tempos de elevado risco em termos de incêndios”.

“Basta passar pelos locais e perceber que vai ser quase impossível tirar toda aquela massa florestal”, afirmou.

O presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse que o Comando Integrado de Prevenção e Operações funcionará até 31 de maio para as regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.

Integram o CIPO, além da ANEPC, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais, Guarda Nacional Republicana, Liga dos Bombeiros Portugueses e Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

Últimas do País

O homem detido por lançar um engenho incendiário contra participantes da Marcha pela Vida é professor de Belas-Artes e militante do PS, estando indiciado por crimes de natureza terrorista.
Um homem de 22 anos foi detido pela PSP da Ribeira Grande, nos Açores, por estar "fortemente indiciado" por violência doméstica contra a ex-namorada, tendo ficado em prisão preventiva, foi hoje anunciado.
O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, a mais afetada pelo mau tempo, admitiu hoje que as árvores que ainda estão caídas podem não ser retiradas até final de junho, apesar dos esforços.
Um homem de 50 anos foi baleado na perna por dois suspeitos encapuzados que dispararam a partir de um carro e fugiram de imediato, numa tentativa de homicídio que está agora sob investigação da Polícia Judiciária.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve o suspeito do ataque ocorrido na ‘Marcha pela Vida’, junto à Assembleia da República, num caso que poderá configurar crime de natureza terrorista.
Dois homens, tio e sobrinho, vão ser julgados em Leiria por tráfico de droga agravado em coautoria, segundo a acusação consultada pela agência Lusa, que refere cerca de seis toneladas de cocaína de valor superior a 200 milhões de euros.
A Associação Nacional dos Cuidados Continuados (ANCC) alertou hoje para o fecho de mais duas unidades na região de Lisboa e lamentou que esta área tenha ficado fora da adenda ao compromisso com o setor social para 2026.
Dois em cada três condutores envolvidos em acidentes com vítimas em 2024 apresentaram valores de álcool no sangue considerados crime, revela um estudo da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, que alerta para este problema “particularmente grave em Portugal”.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Luís Duarte Costa, demitiu-se no final de fevereiro do cargo de diretor do Serviço de Urgência Geral (SUG) da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, revelou hoje o médico à Lusa.
O casal suspeito de ter negligenciado a prestação de cuidados de saúde, alimentação e higiene a uma mulher de 98 anos foi hoje condenado pelo Tribunal de Setúbal a 22 e 20 anos de prisão.