Trabalhadores em ‘lay-off’ sobem 6,6% em março para 5.825

O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.

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Em março, “o número total de situações de ‘lay-off’ com compensação retributiva (concessão normal, de acordo com o previsto no Código do Trabalho) foi de 5.825”, segundo a síntese elaborada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social divulgada esta semana.

Face ao período homólogo, registou-se uma subida de 362 prestações processadas, o equivalente a um aumento de 6,6%.

Já na comparação em cadeia, observou-se um crescimento de 268 prestações processadas, o que se traduz num acréscimo de 4,8% face ao registado em fevereiro.

Os dados de março interrompem, deste modo, um ciclo de três meses consecutivos de quedas no número de trabalhadores em ‘lay-off’ e não incluem os dados relativos ao ‘lay-off’ simplificado anunciado na sequência das tempestades que atingiram o país em fevereiro.

De acordo com o GEP, o regime de redução de horário de trabalho abrangeu 3.447 pessoas, um recuo de 1,3% face a março de 2025 (menos 45 prestações) e um decréscimo de 4,9% (menos 177 prestações) face ao mês anterior.

Já o regime de suspensão temporária registou um aumento homólogo de 20,6% (mais 407 processamentos) e subiu 23% face a fevereiro (mais 445 processamentos), totalizando os 2.378.

Em março, as prestações de ‘lay-off’ foram processadas a 357 entidades empregadoras, o que corresponde a uma subida de cinco face ao período homólogo e a um acréscimo de quatro entidades face a fevereiro.

O ‘lay-off’ consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnológicos ou catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.

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