O arguido, de 46 anos, “formulou e executou um plano com o objetivo de obter a confiança e o afeto da ofendida e, dessa forma, obter fotografias e vídeos de cariz íntimo e sexual, bem como praticar atos de natureza sexual com a mesma”, refere a acusação do MP.
A vítima começou a ser acompanhada pelo arguido no final de 2021, quando tinha 15 anos e frequentava o 10.º ano, por problemas relacionados depressão e ansiedade na sequência de abusos sexuais sofridos na infância e dificuldades de concentração nas aulas.
Aproveitando-se da proximidade à menor que as consultas no Instituto do Cérebro e na Escola Básica e Secundária Damião de Goes lhe proporcionavam, o psicólogo educacional passou a abordar a ofendida com conversas e perguntas de cariz sexual.
Após trocarem contactos telefónicos, passaram a trocar mensagens com texto e fotografias “de cariz íntimo e sexual”.
O homem começou a praticar com ela atos de natureza sexual e depois relações sexuais quer no seu consultório e na sua viatura, quer na residência de ambos.
A relação íntima e sexual continuou mesmo depois de a vítima fazer 18 anos e manteve-se até à data em que foi detido pela Polícia Judiciária, em outubro de 2025.
Em agosto passado, a vítima, com 18 anos, recorreu à Polícia Judiciária que tinha já investigado o seu anterior processo.
O psicólogo está acusado de mais de 60 crimes de abuso sexual de menores dependentes ou em situação particularmente vulnerável, agravados pela relação profissional que mantinha com a jovem, 16 crimes de pornografia de menores e um crime de fotografias ilícitas.
O Ministério Público pede também a sua condenação a pena de proibição do exercício da profissão ou outras atividades que impliquem o contacto regular com menores.
O psicólogo educacional encontra-se a aguardar julgamento em prisão preventiva desde que foi detido.