Ventura explode Montenegro: “Saia do seu gabinete e vá ouvir os portugueses”

O presidente do CHEGA acusou o Governo de deixar por cumprir uma parte substancial dos apoios prometidos após a tempestade Kristin, criticando a ausência de execução das medidas anunciadas, a pressão fiscal sobre os lesados e a falta de resposta do Executivo perante o agravamento dos custos para famílias e empresas.

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O presidente do CHEGA, André Ventura, criticou esta quarta-feira o primeiro-ministro no debate quinzenal no Parlamento, acusando o Governo de falhar na execução dos apoios prometidos após a tempestade Kristin e de deixar por cumprir uma parte significativa das medidas anunciadas.

Durante o frente a frente com Luís Montenegro, o líder da oposição afirmou que o Executivo apresentou “um plano sem qualquer calendarização” e considerou que os apoios continuam a chegar “a conta-gotas”, meses depois dos danos causados pelo mau tempo.

“Montenegro devia pagar o que prometeu aos portugueses”, afirmou Ventura, sublinhando que “30% dos apoios foram pagos aos agricultores” e que “dois terços dos apoios prometidos continuam por pagar”.

O presidente do segundo maior partido criticou ainda a resposta do Governo aos lesados, considerando insuficiente a solução apresentada pelo Executivo e defendendo que “os portugueses precisam de um Governo, não de uma companhia de seguros”.

Ventura apontou também falhas na resposta do Estado, referindo que ainda existem “20 mil pessoas sem comunicações” e questionando o sentido de manter encargos fiscais sobre habitações afetadas. “Que sentido faz pagar-se IMI sobre uma casa que ardeu?”, perguntou.

Na intervenção, o presidente do CHEGA abordou igualmente a subida dos combustíveis, alertando para novos aumentos e desafiando o Governo a clarificar se está disponível para reduzir o IVA sobre os combustíveis.

“A reforma laboral é tirar direitos a quem trabalha”, afirmou ainda Ventura, garantindo que o CHEGA não acompanhará a proposta apresentada pelo Governo.

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