Licenças para construção e reabilitação habitacional caem 15,9%

As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 15,9% até fevereiro, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 13,3% e o consumo de cimento diminuiu 9,8%, segundo a AICCOPN.

© D.R.

De acordo com a mais recente Síntese Estatística da Habitação da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN), hoje divulgada, o número de licenças emitidas para projetos de construção e reabilitação habitacional registou uma diminuição homóloga de 15,9% em fevereiro, para 3.075.

Já o volume de fogos licenciados em construções novas recuou 13,3% para um total de 6.230 alojamentos, contra 7.184 no período homólogo.

Nos primeiros dois meses de 2026, os dados da AICCOPN apontam ainda que o consumo de cimento no mercado nacional registou uma retração homóloga de 9,8%, totalizando 561.000 toneladas.

No que respeita ao montante do novo crédito à habitação concedido pelos bancos, excluindo renegociações, aumentou 7,3% face ao mês homólogo, mobilizando 3.455 milhões de euros até final de fevereiro.

“Este dinamismo é favorecido pela manutenção de uma trajetória descendente das taxas de juro que, em fevereiro, se fixou em 3,08% — uma descida de 75 pontos base face ao período homólogo”, nota a AICCOPN.

Relativamente ao valor mediano de avaliação bancária, registou uma valorização homóloga de 17,2%, sobretudo impulsionada pelo segmento dos apartamentos, que apresentou um aumento de 21,9%, enquanto as moradias registaram um crescimento “mais moderado”, de 13,5%.

Últimas de Economia

Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.